As bodas de pratas do senhor Guilherme

As bodas de prata do senhor Guilherme

Esta história eu quero contar, mas não sei porque eu quero contar.
Talvez por ser, simplesmente, a minha história.
Talvez porque há alguma coisa misteriosa que não sei explicar o que é.
Quem, por ventura, ler, que tire suas próprias conclusões.
Minha (triste) história
Começou quando eu tinha exatos 12 anos de idade, quando fui trazida do interior para a cidade grande.
Morava lá, com meus pais e uma penca de irmãos, tinha meus amigos, minhas amigas, e tinha também um menino infernado, por quem eu acreditava que era apaixonada e sempre fazia de tudo para estar junto dele.
Era o Marinho, que tinha dois anos mais que eu, que sabia dessa minha paixão de meninota e, por saber, queria se aproveitar de mim.
Por várias vezes ele me chamou para ver as cabritas e mostrava como o bode trepava nelas, comia elas.
– Vamos fazer igual.
– Tá maluco? E os cabritinhos?
– Que cabritinhos?
– Os cabritinhos, não é?. Quando o bode faz essas coisas na cabritas elas têm cabritinhos. Pensa que eu não sei?
– Mas eu não sou bode.
– Claro que não é! Nem eu sou cabrita. Mas se a gente fizer isso, logo vem um cabritinho… um neném.
– Você não entendeu. Eu ainda não sou bode, nem você é cabra… você é cabritinha, eu sou cabrito.
– E daí?
– E daí que a gente pode fazer que não tem perigo de vir um cabritinho… um neném.
– Sei, não… Mas mesmo assim, isso não é coisa que uma menina faz. Tenho de ter idade… e tenho de casar primeiro.
– Eu caso com você.
– Então, depois que a gente casar, aí podemos fazer.
Naquela época, com aquela idade, eu não fazia ideia de que o que o Marinho queria fazer comigo era uma coisa gostosa, que ia me fazer gostar bastante. Por isso eu não achava graça nenhuma quando ele ficava me tentando para fazer igual os cabritos ou, então…
– Mas tem um jeito de fazer sem criar barriga.
– E que jeito é esse?
– No cu.
– No cu…? Mas eu nunca vi um cabrito fazendo no cu da cabrita.
– Mas a gente pode fazer e…
E não teve jeito.
O menino me tentava, tentava, mas, simplesmente, eu não tinha a menor vontade e não queria nem pensar em fazer essas coisas.
Só queria pensar em ficar perto dele, conversar com ele, brincar, passear por todos os lugares.
Mas só isso.
E então…
(…)
Um casal apareceu na casa ao lado para passar férias e gostaram de mim.
A mulher, dona Júlia, era irmã da vizinha, que era mãe das crianças com quem eu então brincava… e mãe do Marinho.
Ela tinha 28 anos, era bonita e dona de uma presença marcante.
O homem, o senhor Guilherme, tinha 34 anos e também era bonito, vistoso, simpático.
E não tirava o olho de mim.
Eu percebia que ele ficava o tempo todo me olhando, mas não conseguia entender exatamente porque ele me olhava. Ficava meio sem jeito, saía do lugar, ia fazer outras coisas, mas, ao mesmo tempo, eu achava gostoso saber que ele olhava pra mim.
Eu me sentia importante.
Mas aí veio a coisa ruim.
Depois de três semanas de férias ali na casa, e das muitas e muitas olhadas que o senhor Guilherme dava para mim, foram os quatro, o senhor Guilherme, a dona Júlia, e os pais do Marinho falar com os meus pais, tratar do meu futuro.
Simplesmente, mas simplesmente, o casal, que não podia ter filhos, queria que meus pais permitissem que eu viesse junto com eles para São Paulo.
(continua)
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quando meu tio me comeuQuando meu tio me comeu


Meu primeiro ano de faculdade foi meio intenso… e tenso.
Intenso porque eu tinha de trabalhar e ia para a escola direto do serviço. Chegava tarde em casa, cansada, querendo nada, a não ser dormer.
Tenso por causa das brigas com o meu namorado, meu único menino até então, que acreditava, me acusava, de dar pra todo mundo naquele meu novo ambiente… quer dizer, ele achava que lá na faculdade, com todos aqueles meninos ui ui ui, eu logo estaria perdida.
Que medo ele tinha (tem ainda) de levar galho! Medo bobo, porque nunca dei motivos… nunca dei.
Tenso também por causa do meu tio, irmão da minha mãe, e suas brigas com a tia, quase em vias de separação… ela também achava que o tio, professor universitário, andava sassaricando lá pela faculdade, comendo todas as alunas.
O tio dava aulas noutra faculdade, ali bem perto. Mas um dia, a caminho de casa, passei por ele, sentado numa mesa na calçada, num barzinho bem próximo da minha faculdade… Não passei, parei.
– O que faz por aqui, tio?
– Nada… quer dizer, me deu vontade de tomar uma cerveja. Deixei o carro lá… só saí para… Tá servida?
Eu estava. Mas nem me liguei que ele pudesse estar esperando alguém e logo entramos numa conversa meio fria, mas que foi se animando aos pouco, que depois se animou bastante… e fui dormir na casa dele.
Mas fui dormir mesmo, com a tia lá, os dois tentando se entender, voltar às boas, a tia arrumando a cama para eu dormir e, em segredinho, me perguntando se eu havia visto alguma coisa de diferente.
– Diferente como, tia? Só vi o tio lá, sozinho, tomando uma cerveja, parecia meio triste…
Dormi ouvindo os tchec tchecs da cama, os gemidos da tia… Bem que o meu namorado podia ser menos ciumento e estarmos juntos naquele momento… a cama fazendo tchec tchec, eu deixando escapar longos gemidos, gritinhos, arranhões nas suas costas… bem que podia!
Quase me masturbei.

Depois daquela noite começaram a acontecer as minhas pousadas na casa dos tios, e foram ficando mais frequentes, pois como eles moravam mais próximos da faculdade, ficava melhor pra mim dormir lá, não chegar tarde em casa. Quase sempre o tio e/ou a tia iam me buscar ou, quando não ia, eu ligava avisando, e ia por conta própria.
Quando era só a tia, ela ficava me enchendo de perguntas… se eu sabia alguma coisa do tio. Quando era só o tio, ele ficava perguntando dos meus namorados…
– Que namorados, tios? Só tenho um… na verdade, nem sei se ainda tenho.
Quando era os dois a mes buscar sempre paravam em algum lugar para comprar alguma coisa… pizzas, lanches.
Estava tudo divino.
Mas um dia nenhum deles foi me buscar e nem eu não liguei… simplesmente fui lá. O tio estava sozinho, falando que a tia estava fora, viajando, coisa do trabalho dela, e isso, e aquilo…
Estava tão esquisito o tio!
Atendeu um telefonema, falou com voz baixa, parecia estar desmarcando/remarcando alguma coisa.
– Melhor eu ir pra casa… – falei, quando, num repente, comecei a perceber que eu estava sobrando alí.
– Mas de jeito nenhum. Já é a segunda vez que você me atrapalha e…
– Eu te atrapalho… Que história é essa?
A história é que o tio foi chegando pra o meu lado, tocando os meus braços, segurando, e olhando firme nos meus olhos, sem piscar…
Tive outro repente. Os olhos do tio falavam por ele… e diziam que ele ia me comer.
Eu sequer imaginava que o tio pudesse ter alguém mais, além da tia, que ele estava se referindo a algum encontro. Quando, finalmente, me dei conta disso o tio já havia praticamente me dominado, meus seios já estavam de fora e eu os cobria com uma mão, enquanto tentava afastá-lo com a outra.
Mas o tio era muito forte para mim… ou eu era muito fraca pra ele. Mas não estou falando fraca no sentido físico… quer dizer, é no sentido físico, mas não no sentido de maior ou menor força, é no sentido de… Ah! Quem é mulher entende.
O tio já estava com a mão por debaixo da minha saia, por cima da calcinha, juntando tudo, espremendo… Resistir como?
Só tive um recurso, um último recurso, que, na verdade, acho que eu nem queria usar.
– A gente não pode, tio… eu não posso.
– Não pode por quê?
– Você é casado.
– Ela não precisa ficar sabendo. E se não for com você vai ser com outra, era para estar sendo com outra, se você não tivesse chegado.
Quase falei que eu ia embora, então, mas não falei, só fiz mais um charminho… um não, dois.
– Mas esqueceu que tenho namorado, tio.
– Mesma coisa, ele não precisava ficar sabendo.
– Mas é que… é que sou virgem ainda.
– Tá! Tem namorado há mais de três anos, está na faculdade… e ainda é virgem…
O tio ficou tirando comigo e tirando a minha roupa. Eu ainda não tinha muita certeza do que estava fazendo, temia que a tia chegasse de repente, mas, nesse joguinho de “sou virgem”, “contra outra”, quando vi, já estava com ele na cama… os dois pelados, peladinhos.
– Para, tio! Para! Não estou brincando… sou virgem mesmo.
– Sério? Jura?
– Juro. Estou falando a verdade. E não posso deixar de ser… depois ele descobre, e como é que eu fico?
– Hummm…! Mas, então… e essa bundinha?
– Dói.
– Dói…? Então você já sabe… já…
– Já.
– Uma virgem que dá o bumbum!
– Hum hum! A gente se prometeu para só depois de casar.
– Mas… pra quem você dá o bumbum, então?
– Pra ele, né, tio. Pra ele.
– Só pra ele?
– Só.
– E agora pra mim… né!?
– Bom…
(…)
Deixa eu fazer uma explicação.
Eu estava prestes a dar a bunda para o tio, ia dar, queria dar… tinha dois bons motivos para isso. O segundo motivo é porque, simplesmente, adoro, aprendi a adorar, e isso tem a ver com o primeiro motivo…
Eu era ainda meninota, cheinha daquelas energias, mas era bem comportada, bastante comportadinha, tudo de acordo com a educação religiosa da minha família. Mas, então, me apareceu o capeta. Chegou disfarçado de um primo lindinho que tenho, ficou na minha casa quase um mês, me comeu por mais de vinte dias. E não me pergunte como caí na conversa dele, pois bem sabemos que o diabo tem suas artimanhas… quer dizer, fui fraca, não resisti à tentação.
Mas foi tão gostoso! Dias maravilhosos, só nós dois em casa, todas as tardes… e nos últimos dias ele me induziu a pecar mais ainda, pedindo a minha bundinha, comendo a minha bundinha… Doeu muito na primeira vez, doeu um pouco na segunda vez, quase não doeu na terceira vez…
– Tá doendo, prima?
– Um pouquinho.
– Quer que eu tire?
– Não.
O primo usava vaselina, de um potinho que ele tinha achado no armário do banheiro lá de casa… Será que o papai e a mamãe… a mamãe…? Hummm!
Meu namorado usava gel, usa gel… quando não estamos brigados.
Mas foram mais de dois anos, depois que o primo capeta foi embora, que fiquei sem namorado, sem ninguém. Eu me sentia em pecado, indigna… ainda mais quando eu lembrava que nenhum menino iria querer uma menina que já não era mais virgem. A virgindade do bumbum eu até podia esconder, ninguém iria descobrir, mas a outra virgindade, a que mais conta…
Foi por isso que fiquei quase seis meses falando não para aquele menino da igreja que queria me namorar, insistia no namoro, estava sempre por perto de mim… até que um dia, num final de semana em que fomos fazer um retiro, entramos nuns pegas violentos e quase dei pra ele. Não dei, mas peguei, chupei, deixei por nas coxas, me esfreguei… senti seu esperma escorrendo…
– Você ainda me quer, mesmo depois disso?
– Claro que te quero! Amo você… e isso é normal entre namorados.
– Sei não. Logo vai dizer também que é normal a gente…
– Eu espero até casar.
E ele ia esperar mesmo. Mas um dia, alguns meses depois, em mais um daqueles pegas que já estávamos acostumados a dar, fiz a sugestão…
– A gente espera até casar, mas… não sei o que você vai pensar disso, e também não sei se vou conseguir fazer, mas…
– Mas o quê, menina? Fazer o quê…?
– Atrás… fazer atrás.
Eu estava mesmo temerosa sobre o que ele iria pensar de mim, da proposta de sodomia… mas ele simplesmente enlouqueceu… e tratou de arrumar gel para o nosso encontro seguinte.
– E camisinha também. – lembrei.
(…)
E assim, agora ali com o tio, eu era uma virgem não virgem… uma virgem que já não tinha mais o selo da castidade e que adorava dar a bunda.
Rolamos pela noite, o tio se deliciou na minha bunda, sempre dizendo que nunca tinha comido nada igual, eu me deliciei no seu pau, sentindo aquilo deslizar pelo meu anel, penetrar bem fundo.
Mas o tio queria se deliciar mais, eu queria me deliciar mais…
– E essa xaninha? – perguntou, lá pela madrugada, depois que acordamos de um pesado sono.
– Existe alguma maneira de fingir que sou virgem, enganar o menino? – perguntei.
– Deve existir. Vamos tirar essa virgindade e depois a gente vê isso.
(…)
E assim, antes de enganar o meu namorado, enganei o próprio tio, pois ele me comeu, comeu, e nem percebeu nada.


O vidro do banheiro quebrado… e a minha primeira vez

(Fragmento)
Eu já estava passando da idade… e como
estava! Já tinha mesmo passado… e muito.
Ouvia todas as minhas amigas contarem das suas
primeiras vezes, ficava curiosa, querendo fazer perguntas, e só não fazia porque tinha vergonha
de falar que ainda era virgem… virgissima.
Até a minha prima mais chegada, muito mais nova que eu, já andava pelo seu terceiro menino…
e eu a seco… quer dizer, e eu sempre molhada, ensopada. Às vezes, até a calcinha, o roçar da calcinha, me deixava ouriçada (palavra de uma tia minha), soltando faíscas (palavras minhas).
E sempre me descarregando na hora de tomar banho… Aquele esguichinho do chuveiro, hum!
Mas por falar em amiguinhas, primas, chuveiro e primo… que tanto que aquele meu primo ficava
lá no banheiro, a toda hora, sem tomar banho nem nada?
O vitrô do banheiro dava (hum!) para o corredor do quintal e logo eu estava trepando (hum!) numa pilha de blocos que havia arranjado para poder espiar o primo. Mas não conseguia ver nada.
Frustração geral, pois eu só conseguia, quando muito, ouvir alguns gemidos do primo, em certos momentos… o que fazia aumentar ainda mais a minha curiosidade
e a minha umidade.
Completamente insatisfeita, e completamente insandecida (peguei no dicionário) com a ideia de
ver o primo batendo punheta, esperei quando não tinha ninguém em casa, peguei um bloco e
meti (hum! no vidro… abriu um buracão.
Meu tio, pai do meu primo, passou dias e dias procurando o moleque que tinha feito aquela arte,
e eu (felicidade!) passei dias e dias olhando o primo alisando o pinto… Que pintão!
Resolvi que ia dar para o primo, que ia perder a virgindade com ele, que ia transar gostoso com
ele, que ia… Roubei um monte de camisinhas daquela minha priminha… Só faltava uma coisa:
falar com o primo.
tio
– Ah… sua pirralha! Então foi você…
Era o tio, já me agarrando por trás,
tapando a minha boca, baixando o
meu shorts, a calcinha…
Uns quinze segundos depois eu já
não tinha mais forças para lutar com
ele… E nem queria lutar, só queria
mesmo era transar…
Mas o tio queria transar e também
me castigar… e a primeira foi ali
mesmo no quintal, nos fundos da
casa, nos meus fundos.




L E I A   M A I S


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Anna Riglane – Contos da Hora



Só não avisei que o marido é corno violento


Sou morena, 29 anos, corpo bem definido, do tipo que costuma chamar atenção na rua, mas que não chama muito, porque sou casada, sou professora de educação infantil e, por uma questão de respeito e postura, costumo me vestir de forma bem discreta.
corno violento 2
Meu marido, 32 anos, é um morenaço de dar água na boca e, mais ainda, noutras entradas do corpo,  principalmente quando está vestido com a sua farda de policial bombeiro. Que volume preenchedor ele tem sob aquela farda! E além disso, é um bom homem, um bom marido e, com certeza, será também um bom pai para os nossos filhos, quando tivermos… pelo menos um casal.
Mas nem tudo é perfeito… ou será que é perfeito demais?
Por conta de um novo emprego que arranjei e de uma promoção que o marido recebeu, eu mudando de escola e ele de batalhão, mudamos também de casa, de bairro, tudo novo, inclusive o trajeto que faço à pé, até a minha nova escola.
E é nesse trajeto que, todos os dias tenho de passar em frente a um grande estacionamento e desde o primeiro dia tenho a recebido cantadas meio… digamos, indelicadas.
– Essa é a nora que a minha mãe vive pedindo para eu arranjar!
– Isso é que é mulher, não aquele feijão com arroz que tenho em casa!
– Vai ser gostosa assim lá em casa!
– Não sabia que boneca andava. – ele disse um dia.
– E eu não sabia que macaco falava. – me deu vontade de responder, mas não respondi, com receio de ser processada por injúria racial, pois ele é de uma pele quase negra, um porte quase negro, ombros, pernas.
– Isso é que é homem! – pensei, só pensei, desde o primeiro dia. Mas homem por homem, fico com aquele que já sabe exatamente o que fazer comigo para me deixar subindo pelas paredes me pendurar no lustre…
Mas ele mexeu tanto, me encheu tanto, que um dia diminuí o passo e parei em frente a ele, na entrada do estacionamento.
– Sabia que um dia você ia parar. – ele já foi logo dizendo.
– Só parei pra te dizer que sou uma mulher casada e…
– Melhor ainda. Me amarro em mulher casada. São tão carentes…!
– Sou casada, não sou carente, e exijo respeito… sou uma mulher direita, fiel ao meu marido…
– Ah… para com isso! Não existe mulher direita, o que existe é mulher mal cantada, sabia?
– Mas olha que petulância! Você não se enxerga, não, carinha?
– Claro que me enxergo. Sou um homem como outro qualquer, e tenho o que você precisa.
– Tem mesmo? Tem pelo menos um carro pra me levar a passear?
– Pode escolher. – ele disse, apontando para o estacionamento.
– Esses daí são carros de clientes. Estou falando um carro seu.««
– Bom… e se eu disser que um desses carros é meu, o que é que eu ganho… uma transa?
– Mas é muito atrevimento! E deixa eu ir embora que já estou atrasada.
– Sem problemas. Eu espero pela resposta amanhã.
(…)
Eu precisava tomar uma decisão: ou cedia às cantadas do rapaz ou contava ao meu marido.
(…)
No dia seguinte, o Geraldo, vou chamá-lo assim, não mexeu comigo… quer dizer, não disse nenhuma gracinha, apenas me chamou até alguns passos dentro do estacionamento, apontou para um carro e falou:
– Está vendo aquela Mercedez ali? É toda nossa, toda sua, te levo pra qualquer lugar, para qualquer canto, para um motel, para o mato, para…
– Amanhã te dou a resposta. – falei, virando no passo para o ponto de ônibus, pois que não queria ficar exposta ali, para os fregueses do bar em frente, já cheio de bebuns àquela hora da manhã.
E na outra manhã, uma sexta-feira, foi uma piada, pois ele, simplesmente, e não sei como, virou a cancela do estacionamento para a calçada e ficou me impedindo a passagem.
– Só passa depois de responder quando e onde? Só depois de responder quando e onde… – ele ficou repetindo.
– Hoje à tarde, por volta das seis horas, quando eu voltar da escola, e quero ir lá na beira da represa, quero no carro mesmo, no mato.
– Que bom! Assim não gasto com motel. O único problema é que estou trabalhando nesse horário.
– Problema seu. É o horário que eu posso. Mais tarde o meu marido já está em casa.
– Mas não pode ser noutro dia, amanhã à noite, domingo de manhã…?
– Hoje, quinze para as seis, te espero naquele ponto ônibus ali, você passa e me pega. Não precisa ser de Mercedes. – falei, apontando ponto de ônibus e me afastando.
Ele ainda ficou perguntando se não podia ser noutro dia.
(…)
Mas passou pelo local, no horário determinado, e de Mercedes. Não sei o que ele fez para conseguir sair antes do horário e com um carrão daqueles, que com certeza devia ser de algum cliente do estacionamento. Nem me importei com isso, apenas entrei rapidamente no carro e pedi para nos afastarmos mais rápido ainda.
Em pouco tempo ele estacionava o carro no lugar que eu havia determinado, um pouco afastado da estradinha de terra batida, de frente para a represa. Havia muito tempo de luz do sol ainda.
– Vou te dar a tarde mais gostosa da sua vida. – ele começou a falar, todo convencido, todo senhor de si, querendo me provar que eu ia me deliciar transando com ele, e já tentando me puxar para os primeiros beijos e passadas de mão.
– Acredito e espero que pra você também seja inesquecível… sabe que adoro esse lugar, adoro assim, na natureza… – fui falando, já soltando a parte superior do vestido, descobrindo os seios, levantando o quadril para retirar tudo pelos pés… e assustando o homem.
– Gosta daqui? Mas desde quando você conhece este lugar? Espere…! Você está tirando toda a roupa… Vai ficar pelada? É perigoso… Era só tirar a calcinha…
– Escuta uma coisa, meu amor. – falei, já de joelhos sobre o banco, debruçada sobre ele, e com os meus lábios roçando os seus. – Você não me chamou para transar, pois eu quero transar.
– Eu sei…eu também, mas…
– Quero te ver pelado, quero ver o pintão gostoso que você tem aqui debaixo. – falei, alisando por cima.
Ele ainda titubeou um pouco, mas acabou não resistindo à provocação dos meus sussurros, dos meus lábios e das minhas mãos, falando palavras carinhosas, beijando seu pescoço, mordiscando seus mamilos, abrindo sua camisa, tirando sua camisa, meus seios na sua boca, minhas mãos abrindo sua calça…
Passei para o banco de trás sem sair do carro, completamente pelada. Ele fez o mesmo, também já sem roupa alguma, e com aquele pintão enorme, ainda maior que o do meu marido, que não é nem um pouco pequeno… pintão gostoso de pegar, apertar, chupar, mamar…
Me deliciei.
corno violento b
Chupei, mamei e apertei até deixá-lo deliciado.
Mas fiz questão do troco, recostei-me na porta do carro, abri as pernas e puxei sua cabeça.
– Me chupa! – pedi, ordenei, e ele, querendo mostrar serviço, provar que era muito homem para mim, caprichou nas lambidas, nas enfiadas de língua fazendo biquinho, e nos beijos e mordidelas no meu grelo.
Urrei de satisfação.
Depois me fez dobrar as pernas para cima,« expor o meu rego, e me chupou o traseiro.
Urrei em dobro.
E um pouco depois…
– Vou te comer todinha… – ele dizia, enquanto colocava a camisinha, a meu pedido. – Vou comer essa bucetinha gostosa que você tem, vou comer esse cuzinho…
– Come! Come tudo! – eu dizia, gemia, enquanto ele falava, passava a mão, enfiava o dedo.
Sentei-o no banco e ajoelhei-me por cima dele, de cavalinho. Pau e xana já estavam no automático, pois mal fui baixando o quadril e já foi encaixando, entrando, afundando.
Loucura!
Vários e vários minutos de sobe e desce, entra e sai, mexidas de um lado para outro, paradinhas com ele na no fundo, gemidos, chupadas nos seios, mordidas, urros, seu dedo no meu traseiro… e gozamos; eu duas vezes, ele uma.
A segunda rodada foi bem na sequência, eu me deitando no banco largo do carro e ele me trepando para um papai e mamãe, mas pedindo que eu me virasse.
– Vira. Me dá essa bunda gostosa, me dá…
– Depois. Depois. – eu dizia, ajeitando o seu pau na minha xana e fazendo entrar tudo com um forte abraço com as pernas.
– Você me dá esse cu gostoso, me dá?
– Dou. Dou. Dou tudinho pra você. – ele ficava pedindo e eu ficava concordando, enquanto o nosso papai e mamãe ia ficando cada vez mais frenético e nos aproximávamos de mais um gozo, ele, e mais dois gozos, eu.
Cansamos, descansamos, saí do carro por um lado para fazer xixi, ele saiu pelo outro lado, mas deu a volta e ficou me olhando agachada, e mijando bem próximo. Levantei-me, peguei uma toalhinha da bolsa, sequei-me, brinquei que estava secando o pinto dele… e voltamos para dentro do carro, sentados, lado a lado, conversando…
– Não vejo a hora de comer essa sua bunda gostosa.
– Eu sei, mas não vai comer, não posso dar.
– E por que não? Você prometeu, falou que dava…
– Eu sei, mas foi num momento de descontrole… para dar mais tesão. Mas não posso dar, se meu marido descobre ele me mata.
– Se ele descobre…? Mas faz diferença ele saber que você deu a bunda ou que apenas deu?
– Acho que faz. Ele sempre fala que se um dia descobrir que soltei o rabo por aí vai matar os dois com seis tiros de trinta e oito… três tiros para cada um. Ele tem o maior medo que eu dê a bunda para outro.
– Mas só a bunda? E ele descobrir que você só… só deu a buceta.
– Mata com dois tiros… um para cada um, na testa.
– Conversa boba! Você está é me zoando… – ele foi falando, enquanto preparava uma camisinha e o tubo de gel.
– Vai se arriscar a morrer com três tiros? – perguntei, enquanto pegava o seu pau e me debruçava para chupar mais um tanto, que eu estava com muita vontade.
– Que diferença faz morrer com três tiros ou com um tiro só? E além disso, só vou morrer se o seu marido descobrir e se eu deixar ele me pegar.
Geraldo falava, enquanto enchia o meu traseiro de gel.
Focava enfiando o dedo.
Chupei um tempão.
Deliciei-me longamente com aquelas suas carícias no meu anus, e só então coloquei-lhe uma camisinha no pau e enchi de gel.
Espalhei bastante gel, alisei.
Ele deitou para frente o banco do passageiro e me colocou ali, meio deitada, meio de quatro; uma posição meio desconfortável para mim. Foi preciso me apoiar na porta, com o braço do lado de fora.
E então, quanto eu estava já sentindo a cabecinha do pau forçando a entrada, só vi um vulto se aproximando…
– AH! SUA VACA DESGRAÇADA!
– João Carlos! Mas o que você está fazendo aqui? Não atira! Eu posso explicar…
– VAI EXPLICAR PRO CAPETA, SUA VAGABUNDA!
– VOU MATAR OS DOIS, AGORA.
– DESCE DO CARRO, OS DOIS!
– Peloamordedeushomemtenhofilhoecincomulheres…
Era o Geraldo em total desespero.
– VAI APRENDER A NÃO SE METER COM MULHER DOS OUTROS. DESCE LOGO!
– Maiseunemsabiaqueelaeracasadamoçoeleanão…
Mas que mentiroso. – pensei. Nessa hora, com todo o cagaço, fingia que nem me conhecia, que eu nem tinha falado que era casada.
– Vou matar primeiro você, seu cabra safado. Depois mato a mulher. Pode ajoelhar e rezar pra morrer. – falou o meu marido, com voz mais branda.
– Pelo amor de Deus, homem! Eu nem comi tudo. Me dá uma chance, eu prometo…
– R E Z A ! – ordenou o meu marido, novamente gritando. – REZA PRA MORRER, DESGRAÇADO!
– Avejesuspaidemariadeussalverainhaimaculada…
Coitado do Geraldo! Pelado, ajoelhado no chão duro, sabendo que ia morrer em breve…
Nunca vi tão claramente a expressão ficar branco, pois o rapaz, de pele quase negra, simplesmente ficou branco como uma folha de sulfite… deve ter lhe faltado sangue nas bochechas, na testa.
Tentei interpelar por ele.
– João Carlos… é a mim que você deve matar, ele não tem culpa se…
– É verdade, seu João. Mata só ela. Ela é que é a…
– R E Z A,  F I L H O   D A  P U T A !
Mas ele não rezou mais nada.
Simplesmente se aproveitou do momento em que o meu marido se dirigiu a mim para se levantar do jeito que pode, o mais rápido que pode,.
Saiu, barranco abaixo, numa corrida desesperada, que ficou mais desesperada ainda quando o meu marido deu dois tiros…
Os passos do rapaz triplicaram de tamanho
Embrenhou-se no mato e desapareceu, sumiu.
(…)
Ficamos olhando, até que comecei a falar.
– João Carlos, a gente precisa parar com nisso. – falei, encontrando e vestindo a minha calcinha. – Vai que um dia um infeliz morre do coração.
– Isso é verdade, mulher. Mas é tão divertido, não é? Você viu como ele ficou branco, como gaguejou…  viu o carreirão que ele deu… viu como ele se cagou todo…? Olha o monte ali no chão.
– Coitado! Pensou mesmo que ia morrer. – falei, acabando de colocar o meu vestido e caminhando em direção ao carro do meu marido.
– Vamos comer uma pizza… em casa a gente acerta as contas. – disse ele, mostrando-me o tubo de gel que tinha apanhado no painel da Mercedes.
Eu sorria por fora e por dentro, sabendo que além daquelas transas deliciosas com outro homem, meu marido, também feliz por ter colocando mais um comedor cagão para correr, iria me comer… quer dizer, iria me enrabar muito naquela noite.
(…)
Obs.
Nos dias seguintes ficamos sabendo que a polícia havia encontrado um carro que havia sido roubado do estacionamento e também uma muda de roupa que, supostamente, era do gerente.
E o gerente… quer dizer, o Geraldo, nunca mais vi por ali e em lugar algum.


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homem casadoMulher casada cheira a pólvora, homem casado cheira a encrenca

Um dia me dei conta de que não existe coisa melhor nesse mundo do que transar.
Verdade! De repente descobri um mundo novo.
Foi quando passei a morar sozinha, no meu próprio espaço, livre e independente, sem precisar prestar contas a ninguém.
Bom… foi mais ou menos assim, até que, como diria a minha avó, o caldo entornou.
Acontece que comecei a colecionar contatinhos, ficantes, namoricos, e me sentia a a menina mais feliz do mundo, transando quase todos os dias e a cada dia com alguém diferente.
Gente. Vou falar. É tudo igual, mas é tudo diferente.
Cada menino, cada homem transa de um jeito, uns gostam mais disso, outros gostam mais daquilo.
Tem aquele que chega e já vai trepando, metendo a lepa, e tem aqueles que demoram, demoram, chupam, lambém, beijam.
Tem aqueles com pinto médio, tem os de pinto pequeno, tem os exagerados, mas, sinceramente, não sei dizer qual deles é melhor, pois cada um compensa as coisas à sua maneira… e a menina aqui agradece.
Vai, então, que estava tudo muito bom, tudo muito bem, eu vivendo a minha sexualidade a todo vapor, chegando mesmo a ficar com dois meninos diferentes num único dia, até que pintou a encrenca.
Conheci um rapaz no supermercado, um tanto mais de idade que eu, lindão, charmosão, corpão daqueles.
Me derreti todinha, trouxe-o para casa uma vez e quase morri, pois se não bastassem todos predicados a seu favor, o homem ainda era fera na cama…
Na cama, no sofá, no chão, em pé na cozinha, sobre o assento do vas::o sanitário… bom de língua, fôlego para duas e até três seguidas, e um pinto… pinto não, um cacete do tipo que passa pela entrada do útero e vai tocar lá onde nenhum outro toca.
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Quase morri uma vez, quase morri outra vez, comecei a morrer toda semana, duas vezes por semana… já estava até relaxando com os meus outros contatinhos, que viviam reclamando que eu já não gostava mais deles.
Claro! Eu me divertia também com eles, mas a minha gostosura mesmo era com aquele meu último contatinho, que agora já era um contato direto, um ficante fixo, um quase namorado.
E só não éramos namorados porque um dia descobri que ele era casado.
Foi meio que, assim, uma desilusão, mas não uma decepção, pois continuamos a nos curtir com a mesma intensidade, sem dar a mínima para as possíveis consequências, até que as possíveis consequências deixaram de ser apenas possibilidades.
Certo dia ele cismou com a minha bundinha.
– Tá doido, amor! Já viu o tamanho da sua coisa? É muto gostoso pra ela, mas deve fazer um estrago danado lá atrás.
Mas homem quando quer, ele quer… ele consegue.
Combinamos que seria num certo dia, pedi que comprasse gel, e fiz jurar que seria o mais cuidadoso comigo, principalmente na hora de passar a cabecinha, pois bem sei o quanto doi.
Ele prometeu tudo isso e chegou o dia.
Demos aquelas duas primeiras, com aquela fome toda, e ele começou a passar o dedo, enfiar o dedo.
– Espere um pouco que vou no banheiro me preparar.
– Se preparar?
– Claro! Você não quer ele sujinho, quer?
Fui ao banheiro… e quem conhece a coisa sabe a mangueirinha do chuveiro, etecétera, etecétera e etecétera, só não sabe, talvez, é que depois da água morna, quando tudo já estiver higienicamente preparadinho, completo com água fria, friazinha, que é para voltar tudo apertadinho novamente… se não, não tem muita graça pra ele.
Mas naquele dia não teve mesmo graça nenhuma.
Já havia trabalhado com a água morna, já havia aliviado tudo, já estava trabalhando com a água fria, quando, de repente, do nada, ouvi um barulho enorme de alguém chutando a porta da sala, dando uns gritos de raiva, e depois chutando a porta do banheiro.
Só percebi, pela voz, que era uma mulher, e devia ser a mulher dele. E só vi que era a mulher dele quando ela apareceu na minha frente, com o dobro do meu tamanho e os olhos soltando faíscas.
– Mas o quê… como entrou aqui…? Você não pode…
– Não posso? Sua cadelinha!
Foi a última coisa que ouvi, e também nada mais vi, pois a megera foi logo me agarrando pelos caabelos e metendo os dois dedos nos meus olhos… fiquei cega.
Depois vieram os tapões nas orelhas, os chutes na zona crítica, as mordidas nas minhas mãos quando eu tentava me defender… ainda tentava.
Não vi, mas me contaram, que fui arrastada para o meio da rua, peladinha peladinha, que apanhei feito um cachorro de rua, que fui chamada de cachorra de rua, que juntou todo mundo da rua para me ver apanhando…
A vizinha é quem tinha me socorrido e tratava dos meus ferimentos… E quantos ferimentos! Até dente quebrado eu tinha.
– Que surra você levou, hem menina! Também… é um entra e sai de homem na sua casa… E ainda vai se meter com homem casado… dá nisso.
Que vontade de xingar a mulher, falar que ela não tinha nada a ver com a minha vida, mas como ela estava cuidando de mim, como eu precisava dela, e como ainda ia precisar dela pelos próximos quinze dias, só pude mesmo aguentar os seus sermões.
Mas o pior não é isso… o pior foi passar mais de três semanas na maior abstinência, pensando naquela transa interrompida, no rapaz que desapareceu…
Fazer o quê?

Odeio natal, odeio ano novo, odeio…
(Fragmentos)

Natal
La vai novamente o pessoal todo entrar naquele clima idiota de gastar o que tem e o que não tem, enfrentar fila, se estressar, para presentear a quem gosta e a quem não gosta, por pura obrigação.
E a firma entrou no clima, todo mundo, menos eu, acredito. Ou melhor, menos eu e o menino que havia entrado no lugar do outro, para trabalhar no estúdio de fotografia. Foi com ele que conversei um dia e juntos decidimos que o natal até pode ser legal, mas não com essa babaquice toda que o pessoal vive.
E o natal ia ser na segunda. E a festinha da firma ia ser na sexta, com troca de presentes de amigo secreto e tudo o mais, inclusive com certas pessoas que bebem além da conta e danam a falar e fazer besteira.
De forma natural, acredito, e o menino do estúdio nos isolamos dos demais, ficamos num canto, conversando, falando de outras coisas e do momento de irmos embora, para sair daquela chatice.
– Vamos lá no estúdio. – falei, de repente, quase que automaticamente, como se fosse a coisa mais natural do mundo.
– No estúdio? – ele perguntou.
Mas não dei tempo para que ele completasse, perguntando o que a gente ia fazer lá. Respondi antes.
– A gente pode fazer coisa melhor, lá.
O menino ficou um tanto assustado, estranhando, pois não imaginava que eu fosse desse tipo. E para que não ficasse uma má impressão, tão logo entramos no recinto e trancamos a porta, tratei de começar a explicar que não sou isso e nem aquilo, mas que simplesmente… bem…
E como minhas palavras pareciam não surtir o efeito que eu desejava, tratei de ir falando e fazendo outra coisa junto; fui abaixando sua calça, irando seu membro, pegando, brincando, tirando, chupando. Fiz-lhe um boquete dos mais caprichados, enquanto a gente conversava. O menino se desmanchou em minha boca e só não gozou nela porque não deixei. E também não deixei ele transar comigo. Terminei com a mão mesmo, cobrindo tudo com um pano, para não espirrar sujeira pra todo lado.
– Agora você faz pra mim. – falei, colocando-me sentada na poltrona onde ele estava, e tirando a calcinha.
Minha ideia era que ele me chupasse, mas não fui atendida nesse desejo, pois ele apenas ficou brincando com o dedo até me fazer gozar.
Logo saímos. Não podíamos ficar muito tempo ali sem que os demais desconfiassem. voltamos para a festa, quer dizer, para a chatice, e depois arrumei um jeito de ir embora antes do fim.
Peguei um táxi e vim para casa. Na minha cabeça, na minha mão e na minha boca, permaneceram as imagens, a sensação e a pulsação de do seu pênis, um tanto grande, comparado aos outros dois que eu já conhecia. Bem que a gente podia ter feito mais.
Ano novo
A minha primeira pulada de cerca demorou anos para acontecer. Sempre bem comportadinha, sempre fiel ao namorado. Até que um dia, num jugo de Copa do Mundo, resolvi me soltar, pelo menos uma vez. E então me soltei, ali mesmo no local de trabalho, com um colega de longa data, mas que até então havia sido apenas colega.
A minha segunda puladinha de cerca aconteceu menos de seis meses depois da primeira, na véspera do natal. E foi puladinha mesmo, pois o que aconteceu foi na verdade apenas um pega mais aprofundado entre eu e um novo colega de trabalho. E novamente foi no local de trabalho, no mesmo local. Só mudou o colega.
A terceira puladona de cerca que dei foi exatamente uma semana depois da segunda, às vésperas do ano novo.
Eu havia passado toda uma semana de recordações e imaginações, por causa do que tinha acontecido na véspera do natal, nos pouco minutos que fiquei com o novo colega, isolados no estúdio fotográfico, onde eu o chupei e masturbei e onde ele me masturbou.
E recordava o tamanho do seu pênis, enorme, comparado aos dois que eu já conhecia. Imaginava senti-lo em minha vagina e, quem sabe, até em meu. Traseiro que, em toda a minha existência, eu só tinha dado uma única vez, exatamente na minha primeira pulada de cerca.
Então chegou a sexta-feira, véspera do ano novo e a firma ia fechar ao meio dia, ia ter o almoço num restaurante e depois estávamos todos dispensados, para só voltar no ano seguinte.
Eu pensava naquela chateação toda.
Mas o meu colega não tinha ido trabalhar naquele dia.
Eu já pensava em ir embora, fugir daquilo tudo, quando um menino da outra seção passou me oferecendo um refrigerante. Acho que devo ter olhado para ele com a xana, pois nos quinze minutos seguintes ele já não desgrudava mais de mim.
– Está a fim de ir ao almoço? – perguntei ao meu novíssimo colega.
– Sei lá. – ele falou. – Até me dá vontade de ir. Não é sempre que a gente come bem e de graça mesmo.
– Não quer…?
– Não quer o quê?
– Bom… não sei se é comer bem; mas não quer comer de graça?
– Aonde?
– Pensei que você ia perguntar o quê ou quem.
– Isso eu acho que já sei. Só perguntei aonde a gente vai. Não tenho dinheiro para um motel.
– Gastou tudo comprando presentes, não é? Mas não tem problema. Por acaso você conhece o estúdio fotográfico?
E então, depois que todo mundo saiu, nos isolamos naquele canto, sem almoço, sem nada. Tínhamos coisa melhor para comer. Ou pelo menos ele tinha, porque eu era o prato.
Ou será que não era? quem inventou essa história de que a mulher dá e o homem come?
Se eu era o prato ou não, não sei. Só sei que ele fez um antepasto, antes de me comer. Ficamos brincando, ainda com alugam roupa, quer dizer, eu só de calcinha, a gene se esfregando, e ele gozou fora, na minha barriga.
Mas continuei a pensar, depois. Quem inventou eu não sei, só sei que apesar de tudo, apesar das chupadas que dei nele e das lambidas que fiz ele me dar, apesar das gostosas penetrações em minha vagina, com aquele pênis, grande e grosso, apesar de levar no traseiro pela segunda vez, com aquele cacete grande e grosso, que aguentei numa boa, apesar de tudo, isto é, apesar da minha liberdade de ser menina e sentir que posso transar com quem eu quero e na hora que quero, sem ficar dando muita bola para o meu namorado, apesar disso tudo, até que ainda fui muito feminina naquele estúdio, com o meu colega, principalmente na hora do traseirinho, quando tive que me colocar de quatro e pedir para ele ir devagar, bem devagar.
Só uma coisa me deixou grilada depois da tarde que passamos ali, fazendo mil loucuras. É que quando saímos, ele disse que tinha de ir até a casa do chefe, que era ali perto, para deixar a chave.
– Então ele está sabendo que a gente… – perguntei.
Mas logo esqueci tudo isso. Quando cheguei em casa, louca por um banho e algumas horas de sono, encontrei o meu namorado, me chamando para sair, visitar os amigos… aquela chatice toda.

nunca mais


Pai!?
(Fragmento)
Eram dias difíceis lá em casa.
Meu pai com sérios problemas financeiros na sua empresa…
estavam desviando dinheiro. Minha mãe parecendo se diver-
tir com os problemas dele, ao invés de procurar ajudar. E eu
preocupada, sentindo que devia fazer alguma coisa.
Estava uma noite de muito calor, e a minha preocupação era
tanta que estraguei a noite do meu namorado… fria feito uma
pedra na cama do motel. Pedi desculpas, e que me levasse
para casa… melhor, que me deixasse na empresa de papai.
Ele me deixou e se foi. Fui até o banheiro, pensando em de-
pois verificar a contabilidade, descobrir as falcatruas.
Mas não descobri nada… quer dizer, descobri outra coisa,
muito mais séria e totalmente inesperada.
pai
Estava ainda no banheiro, mas já recompondo as minhas
vestes, quando levei um pequeno susto com a presença de
alguém… era o meu pai, andando insône, preocupado.
Trocamos aquele costumeiro abraço fraternal, mas logo,
como se um sopro estranho tivesse nos atingido, começa-
mos a trocar a nossa relação de pai e filha para uma rela-
ção de amantes… amantes apaixonados.
Na verdade, foi uma troca instantânea… em segundos já
estávamos nos abraçando mais forte, ensaiando beijos, pro-
curando as partes um do outro… Meu pai estava carente…
e eu também.
Ergui o vestido e baixei a calcinha, pensando em me virar de
costas pra ele, mas ele me colocou sentada sobre o móvel e
tirou o tecido pelos meus pés. Adentrou por entre as minhas
pernas e nossos sexos se tocaram, se encaixaram, se com-
pletaram…  Que penetração deliciosa, vibrante!
Não pude conter um gemido, um grito… já não havia pudor,
não havia vergonha… apenas dois corpos sedentos.
Abracei-o forte, com os braços, com as pernas, com a boca.
– Filha, eu…
– Não fala nada, pai… não fala. Me come gostoso, come!


 

 

Comi a mulher do diabo, mas ele comeu a minha

Comi a mulher do diabo…
mas ele comeu a minha

Bateram na porta às 3 e 15 da manhã.
Bateram, tocaram a campainha, chamaram pelo meu nome, num desespero tão convincente que não havia como fingir que não ouvi.
– Quem está aí? – perguntei, com voz sonolenta.
– Abra logo! Eu preciso entrar! – ordena uma voz forte e decidida, do lado de fora.
– Então responda quem está aí e como é que você entrou…
– Sou eu, o diabo.
– Quem?
– Droga! Abra logo. É o diabo quem está aqui do lado de fora e se você não abrir eu entro por outros meios. Você sabe que posso fazer isso.
Ainda em dúvida e supondo ser aquilo uma brincadeira de mal gosto, de má hora e de má sei lá o quê, entreabri a porta e dei de cara com um sujeito alto, moreno, bonitão, porém mais assustado que cachorro em meio a um espetáculo de fogos de artifício. Não tive tempo de fazer nada e o tal empurrou a porta, adentrando a casa, na verdade um apartamento.
– Poxa vida! Quanta demora para abrir essa porta. Se me pegam aí fora estou frito.
– Mas quem é você, afinal, e o que quer aqui ou comigo?
– Já não disse que sou o diabo? Por que não acredita?
– E por que eu haveria de acreditar? Agora fale logo o que você quer e vá dando o fora, porque estou com muito sono e preciso levantar logo cedo amanhã para ir trabalhar.
– Está bem.- disse o sujeito, sentando-se no sofá da sala. – Eu preciso que você me faça um favor. Estou numa enrascada e se você não me der uma mãozinha vou acabar ficando lá pelo inferno e não poderei sair nunca mais. Nem ao menos vou poder cumprir o resto do nosso acordo.
– Acordo? Que acordo? Você deve estar piradão da silva, não? Nem te conheço, como é que podemos ter um acordo?
– O acordo, oras! Não vá me dizer que… é sempre assim. Depois que conseguem o que querem, começam a negar tudo. É por isso que estou cada vez mais descreditado.
– Pode parar! Cara, você bate na minha porta ás 3 da manhã. está quase acordando o resto da minha família, me dá um tremendo susto e ainda vem com essas baboseiras que eu não estou entendendo e…
– Quem diz pode parar sou eu! Eu tenho me desdobrado, corrido riscos e até entrado em frias, coisa que detesto, para atender aos seus desejos e aos desejos de tantos outros que me pedem. E agora que é a minha vez de pedir um pequeno favor, que eu nem disse o que é ainda, você me nega ajuda, diz que não me conhece, quer me colocar para fora da sua casa. Das outras vezes você nem pensou em me colocar para fora. Aliás, sempre me recebeu muito bem.
– Mas que outras vezes, cara? Eu nem te conheço, nunca te vi mais gordo e nem mais magro, não sei nem para que time você torce.
– Eu já disse quem sou. E você me conhece muito bem, sim senhor. Meu porte físico sempre foi esse mesmo, se bem que ando criando uma barriguinha ultimamente… e torço para o Labareda Inferno Clube. Basta ou quer que eu fale mais? Documentos eu não posso mostrar porque não uso.
– Espera aí, cara! Vamos resolver isso de outra maneira, com calma, com inteligência, raciocínio.
– Chega de lenga-lenga!
– Isso! Então me diga com calma e com clareza quem é você e o que você quer de mim. e também por que escolheu justo a mim.
– Muito bem! Já disse e posso provar que sou o diabo em pessoa. Estou aqui porque me meti numa confusão lá com a dona da churrascaria e preciso que você me dê um help para eu poder continuar sendo o que sou e poder fazer o que faço para você e por outros por aí. E escolhi você porque foi o primeiro de quem me lembrei. E antes que você diga, eu te falo que não fugi de nenhum hospício, sou o demo, de verdade, com chifre e tudo; só não posso mostrar agora por causa dessa forma humana que assumi.
Mesmo sem acreditar naquela maluquice, pensando num meio de telefonar discretamente para a polícia, resolvi por em cheque a tal figura.
– Pois muito bem, cara! Eu sou igual a São Tomé. Só acredito vendo. Prove que você é quem você diz ser.
– Provo! Sé é preciso, então eu provo. Mas não repita mais esse palavrão que você acabou de dizer aí.
– Que palavrão?
– Você sabe! Mas deixa pra lá. Como vai a Kátia?
– Que Kátia? Está vendo, seu bocó? Minha esposa não se chama Kátia.
– Eu sei que o nome da sua esposa é Juliana, mas aquela loirinha lá da firma se chama Kátia, não é mesmo?
– Como sabe disso? – perguntei, com voz baixa, sentando-me ao lado dele no sofá, enquanto me vinha à mente e ao corpo as lembranças da boquinha quente e úmida da Kátia envolvendo meu pau, me chupando com gosto, no banheiro da firma.
– Você não pediu provas?
– Mas isto não prova nada. Qualquer um pode…
– E a Noêmia?
– Noêmia? Que Noêmia?
– Da hora ela, não? Eu só te arrumo filé, meu.
– Que história é essa de me arruma? Aquela gata eu batalhei durante seis anos para conseguir e…
– E nunca conseguiu nada, não é mesmo? E de repente a mina chega, recém-casadinha, fresquinha ainda, e se entrega todinha para você, sem pedir nada em troca.
– Pensando bem, você tem razão. Temos tido tardes maravilhosas no motel. Não sei como ela resolveu me topar de repente.
– Mas eu sei. E não foi só ela. Não tem a Luzia, a Cleide, a Paula… mulher do patrão hem cara! Até a mulher do patrão. E por falar em patrão, gostou daquela promoção, do aumento e do carro que o homem resolveu te dar de presente de aniversário?
– Claro que gostei. Minha vida virou outra depois que passei a ganhar mais, ter uma casa melhor, um carro do ano… o mulherio cai matando em cima de mim. Já posso até escolher as que quero e as que não quero.
– Mas não é só por causa disso que elas topam você agora. Na verdade, você pode ter a mulher que quiser, na hora que quiser, sem precisar de nada disso.
– Será? Mas espere aí. Como é que você pode estar sabendo de todas essas coisas?
– Você não pediu provas?
– Do aumento, do carro, da secretária… tudo bem. Mas tem umas gatas aí que nem são da firma e ninguém sabe da existência delas.
– Você não pediu provas?
– Como é que você sabe de tudo isso? Responda! Ou será que tudo não passa de algum golpe que armaram para cima de mim para…
– Ninguém armou golpe algum. Foi você quem pediu para ter tudo isso. Nós fizemos um acordo e agora você está com tudo na mão. Tudo e muito mais ainda, desde que, é claro, você me ajude para que eu possa continuar te ajudando.
– Você está me deixando louco, cara! Eu não fiz acordo com ninguém, nunca te vi na minha vida e se você quer saber, sou religioso até demais para entrar numa jogada dessa. Quando é que fizemos tal acordo?
Perguntei por perguntar. Não estava mesmo acreditando naquela história. Por outro lado, o tal sabia coisas demais da minha vida. Coisas que eu julgava ser o único a saber. E se o outro sabia, logo todos poderiam saber também, inclusive a patroa; aí, eu é quem teria de bater na casa dos outros de madrugada.
– Quando foi? Deixe-me ver. Ah sim! Você se lembra da praia, no final do ano passado?
– Sim. Passei alguns dias lá.
– Você, seus filhos, sua mulher, aquele seu carrinho velho e um monte de gente passeando de carrões, um monte de caras com cada gata que lhe dava água na boca, todas ali, em trajes de banho, do jeito que o diabo… quer dizer, do jeito que eu gosto. E você ao lado da patroa, sem poder fazer nada, sem ter jeito sequer para pensar em possuir um avião daqueles, unzinho que fosse.
– É! Mas pensar eu pensava bastante, Desejar eu desejava e muito. Não posso negar que vivia sonhando em levar uma vida assim. Afinal, sempre achei que também sou filho de Deus e…
– Cale essa boca!
– Não grite cara! Quer acordar a cidade toda?
– Então não repita mais esse nome.
– Tá bom! Tá bom! Mas como eu ia dizendo, sempre achei que também merecia uma vida mais emocionante.
– Mas você tem uma vida emocionante.
– É! Mas só agora, depois de já ter pastado muito nessa vida.
– Mas agora não pasta mais, não é mesmo?
– Tem razão. Graças a D…, quero dizer, agora melhorei? Acho que mudei minha cabeça e as coisas começaram a funcionar de outro jeito.
– Seu safado! Você está querendo ser mais esperto que eu. Por acaso você não se lembra de quando estava deitado na areia, pensando nessas coisas e numa forma de consegui-las?
– Lembro. Lembro sim. Eu tentava imaginar o que eu deveria fazer para conseguir ter uma vida dessas.
– E aí, depois de tanto pensar, você chegou à conclusão que…
– Aí conclui que não havia jeito, modo algum que fizesse minha vida mudar, a menos que eu fizesse um pacto com o diabo e…
Levantei-me de sobressalto.
– Há meu Deus! Não pode ser! Isso é brincadeira! Não vá me dizer que você é o d… Não! Eu não fiz acordo algum. Eu só estava imaginando. Era tudo fantasia. Como é que você soube desses meus pensamentos e… Ah, já sei! Agora entendi – respirei mais aliviado. Você é um anjo, não é? Claro que é! Você é um enviado, um mensageiro. É um aviso de Deus para que eu pare com essa vida, não é verdade?
– Se você repetir essa palavra mais uma vez eu te enfio esse vaso no cu.
– Fala baixo! Fala baixo!
– Falo baixo. Pode ficar sossegado. Mas não sou nenhum anjo, não, meu querido. Quer dizer, até já fui. Só que agora jogo no outro time. Eu sou o capeta em pessoa e vim aqui porque você me deve um favor, aliás, mil favores e, como estou precisando de ajuda…
– Você vai levar minha alma?
– Não! Pelo menos por enquanto não.
– Ah meu D…
– Pare!
– Não grite! Mas escuta uma coisa. Naquele dia eu estava só pensando, só imaginando. Nunca iria ter coragem de fazer um acordo desse tipo. Eu sempre fui muito religioso, muito temente a D…, você sabe! Vou à missa, sempre que posso, rezo bastante…
– E vive pensando em sacanagem o tempo todo.
– Tá certo! Tá certo! Não posso negar isso. Mas daí até fazer um acordo, vender minha alma… eu nunca faria isso.
– Mas fez. E só tem um jeito de desfazermos esse acordo.
– Que jeito? Quer dizer, eu não fiz acordo nenhum, mas mesmo assim, o que é preciso para desfazer?
– Seguinte… Eu estou de caso com uma diabinha que mora aqui nesse prédio, no andar debaixo…
– Uma diabinha… aqui no prédio? Quem é essa mulher?
– Não é mulher, é uma diaba. Está disfarçada de mulher, mas é uma diaba. Um filezinho, 460 aninhos, mal saída das fraldas… e eu tô comendo direto, cara.
Logo saquei que o diabo… quer dizer, aquele sujeito que se dizia o diabo, estava contando suas vantagens como contaria qualquer homem. Estava comendo a menininha e precisava espalhar para todo mundo.
– Mas de madrugada, cara! Você não podia esperar para me contar isso amanhã?
– Não estou contando vantagens, meu caro. Estou a te pedir um favor.
– E que favor? Vamos lá, fale!
Minha vontade era acabar logo com aquilo e voltar para a cama.
– É o seguinte. Minha mulher está com um tridente em brasa atrás de mim, me seguindo por todos os cantos para descobrir quem eu estou comendo. E na hora que descobrir, vai me enfiar aquele tridente no rabo. Gosto muito de fogo, mas no rabo, não.
– E o que você quer que eu faça?
– Quero que você vá lá, comer a diabinha no meu lugar.
– Eu… comer uma diabinha?
– É. Assim, quando a maria das brasas chegar aqui ela vai encontrar você com a diabinha e não eu… Entendeu?
Se entendi ou não, pouco sei, mas o fato é que o diabo me convenceu a sair para o corredor do prédio, descer um andar e tocar no apartamento indicado. E também não entendi, mas de repente, a ideia de comer uma capetinha me deixou extremamente excitado, pois era algo novo e, com certeza, eu imaginava, muito mais quente do que qualquer outra mulher que eu já tinha comido.
Atendeu-me uma menina aparentando não mais que 15 anos.
– Acho que toquei na porta errada. – falei.
– Tocou não. – ela falou e, num relance, seu corpinho antes coberto por uma fina camisola, ficou completamente nu, ao mesmo tempo em que apareciam dois chifres na sua cabeça.
– Que horror…! Quer dizer… perdão, mas nunca tinha visto uma diaba antes e…
– Fique tranquilo. Talvez você prefira a minha forma humana, não é?
– É… acho que sim.
E num relance ela voltou a ser e menininha novamente.
– Você tem 460 anos… é verdade isso?
– Como diaba, sim. Mas como menina, só tenho 14.
A menina, de pouca estatura, tinha cintura fina, pernas grossas e uma bundinha que se destacava como o mais puro tesão. E os peitinhos pontiagudos, além do rostinho lindo…
Quatorze anos de puro fogo, em todos os sentidos. Nada como um corpinho firme, cheio de tesão e uma pele sedosa para fazer um homem sair do sério… e um diabo também, pois era por causa daquela franguinha que o outro se dera mal com a mulher.
Só não entendi se ele gostava da menina como menina ou como diaba. Eu, particularmente, preferia o corpinho de menina… a menina que me chupou, que pediu para ser chupada, que colocou seus peitinhos em minha boca, que esfregou sua bundinha em meu rosto… e que me deu a xana, e que me deu o traseiro, além de me punhetar com uma maestria tão grande que tive a certeza de haver atingido o teto com os meus jatos.
Eu transava sem me cansar, trocando de posições, até que ela ficou por cima de mim, me cavalgando alucinada, expressão de tesão, de gozo, xaninha apertadinha, molhadinha…
Então, de repente, vi que ela se soltou do meu corpo, subiu e foi ficar colada no alto da parede.
Olhei para a porta e vi a mãe da menina… tão tesãozinho como ela, diferente apenas no pouco mais de idade que tinha. Eu não saberia dizer quais das duas era a mais gostosa.
– Quem come a filha come também a mãe. – disse a mulher, que já foi logo me cavalgando.
Eu olhava para a menina, colada lá na parede, imóvel, sem conseguir ao menos falar, e comparava com a mãe, sobre o meu corpo. Olhava e sentia uma coisa estranha. A xana da mulher era de um calor infernal.
Era fogo mesmo. Eu sentia meu pau arder, queimar, como se estivesse dentro um braseiro. Aquela vagina era um braseiro.
Coisa mais estranha ainda foi quando meu pau começou a crescer e engrossar. Foi ficando cada vez maior, cada vez mais grosso, e cada vez mais quente.
Pobre pau! – eu pensava. – Vou ficar sem.
E parece que a mulher adivinhou o meu pensamento.
– Fique sossegado. – ela disse. – Seu pau logo volta ao normal. Mas primeiro eu quero mostrar para aquele safado o que é um par de chifres.
– Quem é o safado? – perguntei.
– Aquele que está lá na sua casa, comendo a sua mulher.
– Ele está comendo a minha mulher? – gritei, querendo sair dali debaixo e correr para minha casa.
Mas não consegui sair.
– Mas enquanto ele come a sua mulher, você come a mulher dele. Olha só como o seu pau está grandão. E eu quero ele todo.
E estava grandão mesmo. Eu podia jurar que devia chegar no estômago da mulher.
Ela me assustava um pouco, mas eu não podia fazer nada. Não podia sair dali, não podia parar de pensar naquele chifrudo comendo a minha mulher. E só podia ver o corpo da mulher subindo e descendo. Subia, saindo da xana, descia, entrando no rabo… Subia, saindo do rabo, e descia, entrando na xana. E isso se repetiu centenas de vezes, até que a mulher deu sinais de que ia gozar.
Então ela se revelou.
Seu rosto lindo virou um rosto horrível, seus olhos ficaram vermelhos, seus cabelos se espalharam, e um par de chifres apareceu em sua testa.
E que gritos horríveis a mulher soltava. Eram verdadeiros urros, berros, sei lá o que mais, enquanto ela gozava, cravando suas unhas em meus peitos, machucando, tirando sangue.
E quando ela chegou no auge do gozo, começou a soltar um líquido da sua vagina, numa espécie de ejaculação, que foi aumentando, cada vez mais líquido, e foi esfriando o meu pau, diminuindo o meu pau, deixando-o com o tamanho natural… enquanto ela se acalmava.
Ela saiu de cima do meu corpo, fez um gesto com a mão e trouxe a menina que estava grudada na parede até o chão.
– Meta-se com o meu capeta mais uma vez e você vai ver o que te faço… sua diabinha! Desta vez vou deixar passar. Já coloquei nele o chifre que eu queria, mas da próxima vou arrumar um jumento para te arrombar o cu.
Falou e sumiu no ar, virou fumaça.
E a menina, que era tão linda menina, revelou que aquela não era a sua mãe, era a diaba, a mulher do diabo. E depois da revelação, mostrou-se com chifres, garras nos dedos, olhos de fogo…
Saí como estava, pelado, corri para o meu apartamento a tempo de ver o diabo saindo do meu quarto. Estava com quase meio metro de chifres, olhar de fogo, e um cacete enorme pendurado entre as pernas.
– Desgraçado! – gritei, querendo partir para cima dele.
– Eu não ia comer a sua mulher. – ele disse, me contendo com um gesto de mão. – Não era minha intenção comer sua mulher, mas você comeu a minha, então…
– Foi ela que veio para cima de mim.
– Eu sei. Você não teve culpa, mas mesmo assim estamos quites. Você comeu a minha, eu comi a sua, e agora vou ter de enfrentar a megera de qualquer jeito… não consegui escapar.
– Mas… sobre aquele acordo, eu…
– Fica frio. O fato de eu ter comido a sua mulher cancela o nosso trato.
E desapareceu em fumaça.
Corri para o quarto e vi minha mulher sentada na cama, sem roupa alguma, tremendo, suando frio, bastante assustada.
– Tive um pesadelo horrível, amor. Sonhei que estava transando com o diabo. De onde fui tirar esse sonho?
– Está tudo bem. – falei, abraçando-a. – Está tudo bem.
Mas não pude deixar de reparar as marcas de sangue em seus seios, iguais às marcas em meu peito.
Filho da puta de diabo?
Não falei nada para a mulher, preferi deixá-la acreditando que foi apenas um sonho, que ela não me traiu de verdade.



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O velho queria me comer por 52 mil

O velho queria me comer por 52 mil

Esse é um acontecimento que vivi não faz muito tempo, numa época em que trabalhei numa oficina de costura no bairro do Brás, em São Paulo. Era o meu primeiro emprego e o meu namorado, que era também o primeiro, me acompanhou no dia da primeira entrevista, pois eu nem conhecia o lugar e ele, por sua vez, queria saber se me deixava trabalhar ali ou não.
Ciumento! Mas com razão, porque há muito me percebo como uma menina que chama um pouco a atenção dos meninos, ainda que nunca tenha dado a menor chance a ninguém. Sempre tive um comportamento exemplar, segundo diz uma tia minha.
A oficina ou fábrica, como for preferido, ainda existe; fica próximo da estação Bresser do Metrô.
Fui contratada e logo comecei a trabalhar, como auxiliar administrativa, numa sala não muito grande, que ficava num nível elevado em relação à oficina, onde trabalhavam umas 40 pessoas, entre costureiras, encarregadas e outras funções, quase todas mulheres.
No escritório trabalhavam eu e duas outras meninas com um pouco mais de idade que eu, e com bom tempo de casa. Trabalhavam também dois rapazes, com bem mais idade que eu… muito gatos. Eram filhos da dona Laura, a dona da fábrica, tinham namoradas, que vez ou outra estavam por ali, e eram muito bem educados.
E tinha também o velho babão… quer dizer, estava por ali de vez em quando o senhor Husmann (acho que é assim que escreve), um velhão gordão, barrigudão, que era pai da dona Laura, avô dos rapazes, e que acompanhava a filha por não ter o que fazer em casa. Sua única ocupação era, na verdade colecionar rádios antigos. Vez ou outra aparecia mostrando algum rádio velho que tinha comprado ou, então, que tinha mandado restaurar para fazer parte da sua coleção.
E foi aí que a história começou. O senhor Husmann resolveu me colecionar também.
Muitas e muitas vezes ele me chamou para ir à sua casa conhecer a sua coleção de rádios.
Ele chegava no escritório e logo puxava conversa comigo, sentando-se em frente à minha mesa e até me acompanhando na fábrica, quando eu tinha de descer para falar alguma coisa com alguém de lá, entregar algum documento ou coisa assim. Eu achava tudo uma simpatia e nem estranhei quando ele começou a dizer que um dia qualquer iria me pagar um almoço.
Quem estranhou foi uma das meninas, que logo falou para a outra e depois as duas falaram comigo. E o que elas falaram foi que o homem devia estar apaixonado por mim, pois ele nunca fora de ficar de conversinhas com nenhuma delas ou com qualquer outra moça da fábrica, mas que comigo a coisa estava diferente, inclusive porque ele já não ficava um único dia sem comparecer na fábrica… só para me ver, só para falar comigo.
– Eu, hem! O que é que eu vou fazer com um velho? Tenho namorado, mas mesmo que não tivesse…
– Vai ver que ele só quer dar umas pirocadas. – disse uma delas.
– Será que ele ainda consegue? – brincou a outra.
– Pode até nem conseguir, mas que vai te querer levar pra cama, isso vai. – falou a primeira.
– Ai, gente. Parem com isso! – falei sério, pois nem estava mesmo gostando daquela conversa.
Mas elas tinham razão.
Toda a amabilidade e sutileza do homem acabou num sábado em que tive de ir fazer horas extras, por causa do acúmulo de serviços no auge da temporada de produção. Estávamos eu, a dona Laura e ele no escritório, mas num momento em que a mulher desceu até uma salinha que tinha nos fundos da oficina ele atacou, dizendo que ia me levar para almoçar.
Eu tinha rejeitado todos os seus convites até então, com a desculpa de que levava comida de casa, mas naquele dia ele já foi falando que não aceitaria um não como resposta.
– Mas senhor Husmann, eu…
– Serrá que o senhorrrita não percebe que eu estar apaixonado…?
E falou segurando o meu braço, quase colando seu rosto ao meu, querendo me beijar. Minha sorte foi que a mulher logo estava subindo a escada e o homem se afastou, disfarçando. Mas daquele dia em diante não me deu mais sossego, sempre que tinha uma chance ele aproveitava para me tocar nos braços, nos ombros e, certa vez, em minha coxa, por baixo da minha saia.
Mas isso aconteceu por culpa do meu namorado. Ele queria trocar de moto e precisava de 2 mil. Eu estava comentado com as duas meninas, o senhor Husmann ouviu nossa conversa e no mesmo dia me apareceu com o dinheiro. Levei um tempão até me decidir se aceitava ou não, pois bem sabia o preço que o homem iria cobrar depois. Mas justo naquele momento meu namorado ligou e, apaixonada e comovida com o seu desejo, falei que estava vendo se conseguia pegar um empréstimo no banco…
Minutos depois eu estava com o dinheiro na bolsa.
E me arrependi. Por um bom tempo eu me arrependi, pois o senhor Husmann já não desgrudava mais.
– Eu te dar mais dinheiro. Quanto o senhorrita quer?
Por várias vezes senti vontade de perguntar se ele não se enxergava, mas logo eu lembrava que não podia fazer isso, para não ser demitida, pois eu tinha planos de começar minha faculdade e aquele salário fazia parte dos meu planos. Então, num certo dia, perguntei:
– Mas senhor Husmann, o que o senhor quer comigo afinal?
– Orra mocinha… vai dizer que não saber o que um homem quer com uma mulher?
– Claro que sei o que um homem quer de uma mulher, mas o senhor… o senhor ainda…?
Peguei o homem no contrapé, coitado. Ele ficou sem graça, mas logo deu outra solução.
– Senhorrita estar certa, acho que eu não dar mais… Mas o senhorrita pode me fazer com o mão, com o boca.
– O senhor está maluco?
– Eu perdoa os 2 mil, não precisa pagar.
– Mas de jeito nenhum. Eu vou te devolver o dinheiro e…
– Eu te dar mais10 mil.
– Dez mil? – perguntei a ele, dois dias depois.
– Te dar mais 10 mil e não precisar pagar os 2 mil que já te dei.
– Mas é só com mão. – falei.
– E com o boca também. E com o boca também. – disse ele, acendendo os olhos.
– Posso tentar. – falei. – Mas quando vai ser?
– Na sábado. Vamos na motel.
– Motel não, senhor Husmann. O senhor nem pode mais dirigir.
– Nós vai de táxi.
Era uma quarta-feira e passei os dois dias seguintes me perguntando se eu teria coragem de, pelo menos, pegar na mão e … arrrgh… por na boca.
Na sexta-feira de noitinha eu descobri que jamais teria estômago para chupar e nem mesmo pegar.
Aconteceu que a dona Laura pediu que eu ficasse um pouco além do expediente para concluirmos um serviço, e enquanto ela saiu para ir comprar um lanche para nós três o homem quis aproveitar que estávamos só nós dois ali, ainda que não por muito tempo.
– Vamos aproveitar agora. – ele falou, me levando pelo braço até o banheiro do escritório.
– Mas senhor Husmann! – eu protestava, mas já pensando que seria até mesmo melhor fazer ali, rapidinho, do que ter de passar algumas horas com ele num motel.
E assim que chegamos ao banheiro o homem já foi baixando as calças e me forçando para baixo…
Até me agachei, até acreditei que fosse conseguir, mas quando vi aquela banha toda do homem, aquela barriga pendurada, aquela gordura cobrindo quase que por completo aquilo que algum dia já havia sido um pênis…
E pênis que é bom… o do meu irmãozinho de dois anos tinha um muito maior. O do homem era todo encolhido, enrugado… um nojo.
Levantei-me às pressas, peguei minha bolsa e corri dali, para a rua, para casa…
Passei um final de semana confusa, com imagens ruins daquelas partes do homem vindo à minha mente o tempo todo. Eu até queria ter ido para a cama com o meu namorado nem que fosse só para colocar imagens melhores na minha cabeça, mas não tivemos oportunidade.
E então, chegou a segunda-feira e eu tinha que, no mínimo, me explicar com a dona Laura, contar porque fugi de lá na sexta-feira. Sentia uma sensação ruim e parecia até torcer para o metrô quebrar e eu jamais chegar lá. Mas cheguei e até que dei sorte, pois a dona Laura não estava, apenas os dois rapazes, seus filhos, e também as duas meninas, colegas de trabalho.
Mas ela chegaria a qualquer momento e eu teria de me explicar. Foi então que o Lihert, o filho mais novo, desceu para apanhar uns documentos na salinha dos fundos da fábrica e desci atrás, dizendo que precisava muito falar com ele. Entramos na salinha e fui logo falando do seu avô, das pretensões dele comigo e do que havia acontecido na sexta-feira. Pedi que ele me ajudasse, que falasse com sua mãe por mim.
Sua reação foi completamente diferente do que eu esperava que fosse.
Ele ficou me olhando por algum tempo, depois se posicionou junto à porta de modo a impedir que alguém pudesse entrar e me agarrou.
– Mas até o meu avô! A culpada é você. – ele disse, enquanto me pegava pelo braço e me puxava para junto do seu corpo, antes de grudar sua boca na minha.
Fiz de tudo para me livrar do beijo, para me desvencilhar do seu braço que me apertava as costas, mas não consegui… ele era muito mais forte que eu.
E mais forte ainda foi o que ele fez em seguida: enfiou sua outra mão por baixo da minha saia, subiu por entre as minhas coxas, e antes mesmo que eu pudesse fechar-me por completo, agarrou meu sexo.
Fiz outra tentativa de me soltar, mas não consegui. Eu serrava os lábios para evitar o beijo, empurrava seu o braço com uma mão, tentando me afastar, empurrava sua outra mão, tentando tirá-la do meu sexo, mas não teve jeito. Quanto mais eu me debatia, já resolvida a gritar, se eu simplesmente conseguisse livrar minha boca, mais ele abria meus lábios, e mais ele entrava por debaixo da minha calcinha, tocando diretamente o meu sexo.
E então deu-se o que eu nunca teria imaginado que pudesse acontecer numa situação dessas, mesmo porque eu nunca havia passado por coisa semelhante. Depois de correr seus dedos por toda a minha vulva ele dirigiu seu dedo maior para a entrada da minha vagina. Tentei travar as coxas para evitar um contato maior, mas elas não me obedeceram, pelo contrário, abriram-se, como que movidas por uma vontade própria.
– Nãããão. – murmurei, ao invés de gritar por ajuda, no momento em que seus lábios deram uma folga.
Não gritei, não forcei mais para me livrar dele… apenas abri as pernas, deixei mexer, deixei enfiar o dedo…
Não sei o que foi aquilo.
Dizer que tive um orgasmo eu não posso, pois não foi um orgasmo ou, pelo menos, não foi um orgasmo do tipo que eu estava acostumada a ter com o meu namorado, foi algo muito diferente. Primeiro porque foi uma coisa rápida, questão de poucas mexidas e praticamente uma única enfiada de dedo, diferente do tempo enorme que demoro até conseguir, isso quando consigo. Segundo, porque não foi aquela coisa que vem aos poucos, subindo pela espinha até causar aquele frenesi pelo corpo todo… o frenesi, o descontrole, foi só no sexo, na vagina, na xana.
Numa coisa, porém, foi igual ou, pelo menos, quase igual aos orgasmos que eu já tinha vivido: é que fiquei mole, amolecida, caída, destruída, com as pernas literalmente bambas, a ponto de não conseguir andar, caso eu tentasse.
E fiquei agradecida também, agradecida a ponto de querer beijá-lo e de beijá-lo, beijá-lo, beijá-lo.
Por fim, me contive, olhei em seus olhos, estava sem palavras, comecei a me recompor arrumar meus cabelos, minha roupa, minha calcinha.
– Você é muito sexy. – ele disse. – Não é por menos que mexe com a cabeça do meu avô, minha, do meu irmão.
Saí daquela salinha quando achei que já não havia em mim nada mais que denunciasse o que tinha acabado de acontecer. Mas não falei nada, apenas ouvi suas juras de que me amava e que queria dar tudo para mim em troca do meu amor.
E essa agora? – eu me perguntava, no caminho de volta para o escritório. Quis me livrar de um e agora sabia de três a fim de mim. Nem pensava direito naquela coisa que eu tinha experimentado, parecida com um orgasmo, muito mais forte que um orgasmo.
E quase tive outro orgasmo quando entrei no escritório e a mulher já estava lá. Mas não foi um quase-orgasmo ruim, ao contrário:
– Meu pai disse que você recebeu um telefonema e por isso saiu apressada sexta-feira, sem nem ao menos ter me esperado… Aconteceu alguma coisa de grave?
– Sim… quer dizer, não. Foi só um alarme falso. Falaram que meu namorado havia sofrido um acidente de moto, fiquei apavorada, mas não aconteceu nada de grave, foi só um tombo. Mas hoje eu termino aquele serviço, pode deixar.
Esperto o senhor Husmann. – eu pensava. – até merece uma chu… Merece porcaria nenhuma. Nem quero ficar lembrando aquele dia com ele no banheiro.
Eu tinha outras coisas para pensar.
Na semana seguinte eu estava traindo o meu namorado.
O senhor Husmann conversou comigo uma vez, duas vezes, três, disse que compreendia a minha atitude naquele dia, porque saí correndo, reconheceu que deve ter sido uma visão degradante para mim, mas continuou insistindo que me queria. Levou-me, finalmente, para almoçar e expôs as regras do jogo.
– Eu querrria ter o senhorrrita por uma tarde… umas horrras pelo menos. Eu saber que não poder fazer muita coisa, já estar velho, feio, trauma para o senhorrrrita. Mas eu queria pelo menos ver o senhorrrita nua, olhar corpo, admirrrar e… e se o senhorrrita perder o asco… podia até fazer o que não fez naquele dia.
– Pode esquecer, senhor Husmann. Não se trata nem do fato de o senhor ser idoso, nada disso. É que eu tenho namorado e…
– O senhorrrita passar umas horrras comigo e eu pagar 50 mil no mesmo horra… levo dinheiro vivo.
O Lihert, filho da patroa, neto do senhor Husmann… o Lihert que me catou na salinha dos fundos da fábrica e me deixou bagunçada… O Lihert irmão do Ravi, que, segundo ele, também estava a fim de mim…
Pois bem… o Lihert só me procurou uma vez só, na semana seguinte àquele acontecimento.
– Será que a gente pode se ver hoje, depois do expediente? Te levo em casa depois.
– Hoje não posso. – falei, lembrando que era quinta-feira, dia de visita do meu namorado.
– E amanhã?
Amanhã… quer dizer, na sexta-feira, avisei minha mãe que ia chegar um pouco mais tarde, por conta do serviço, e me vesti um tanto diferente do que costumo me vestir. Escolhi melhor a calcinha e coloquei um sutiã, coisa que não costumo usar.
Mas eu estava diferente também. Ficava o tempo todo me dizendo que o Lihert apenas pediu para me ver depois do expediente, e ao mesmo tempo me condenava por estar me vestindo como se fosse a um encontro sexual. Não vou transar com ele, eu dizia o tempo todo, mas me preparava como se já estivéssemos combinado a transa.
E nem combinamos. Aconteceu sem combinar. Aliás, aconteceu sem ele me pedir, sem eu me oferecer.
No meio do dia ele me chamou de lado e disse onde esperá-lo; num dos acessos da Estação Carrão do Metrô. Esperei, logo eu estava no seu carro.
– Vou te levar para um lugar bem bacana. Você vai gostar. – ele disse.
Não perguntei que lugar era. Imaginei que fosse um restaurante chique, perguntei-me se estava adequadamente vestida para um lugar desse tipo, mas logo descobri que ele me queria sem roupa alguma, quando, depois de alguns quarteirões, entrou comigo num motel.
Mas que descaramento! – eu pensava. – Nem vai perguntar se eu quero ou não, se eu posso ou não.
Resolvi brincar com ele, ainda antes de passar pela portaria.
– Estou naqueles dias. – falei.
– Naqueles dias? Menstruada? Mas você não avisa?
Só pude rir. Primeiro pelo seu ar de desapontamento. Segundo, pelo fato de ele achar que já estava tudo certo, que era só me carregar para a cama. Mas fiquei séria quando descobri… quer dizer, admiti, finalmente, que eu queria ir para a cama com ele. Nunca tinha transado com outro homem… seria a primeira vez.
– Brincadeira. – falei. – Mas você é quem devia ter perguntado antes se eu queria vir aqui ou não, se eu podia vir…
Mas aí já estávamos no box, ele baixava o toldo, eu caminhava para a porta do quar… quer dizer, da suíte. Na verdade, nem suíte era, pois parecia maior que minha casa toda. Até cachoeira tinha. Cama redonda, espelhos, jogos de luzes, música…
Acho que vou transar. – murmurei, brincando comigo mesma.
Ele colocou suas coisas sobre um móvel e fiz o mesmo com minha bolsa em outro móvel. Ele ficou me olhando a uma certa distância e senti um forte impulso em me ver livre, completamente livre: juntei o vestido pela barra e o tirei pela cabaça, fiquei só de calcinha e sutiã… ele arregalou os olhos.
Mas logo me puxou para a grande cama, deitando-se e fazendo eu me deitar por cima dele. Imediatamente nossos sexos se encaixaram… quer dizer, meu sexo ficou sobre o dele, separados pelos tecidos da cueca e da calcinha. Seu membro estava duro feito pedra e comecei a me esfregar sobre ele, sentindo aquele volume todo e fazendo suspense para quando fosse o momento de colocar os dois frente a frente, carne conta carne. Adorei me esfregar nele, pois adoro me esfregar com o meu namorado, antes do principal. Isso me lembra muito meus tempos de esfregação em que por nada nesse mundo eu deixava o menino tirar seu negócio para fora e menos ainda eu baixava a calcinha. Era uma delícia ficar me esfregando, sentindo aquela vibração, aquela vontade… Acho que foi isso o que senti naquele dia na salinha dos fundos: um gozo igual aos dos meus tempos de menina.
Mas eu não era mais menina. Deslizei-me para trás, puxei sua cueca, vibrei com aquele mastro saltando e apontando para cima, durão, grandão, muito a fim de me transpassar. E senti que iria gostar muito de ser transpassada. Mas antes eu queria sentir ele todinho nas mãos, na boca… pegar, apertar, deslizar a mão, colocar na boca, passar a língua, tentar engolir até a garganta. Chupei até que ele pedisse para eu parar, dizendo já não estar aguentando mais.
– Vem! – ele disse, e nem acreditei que estivesse me puxando até ficar com meu sexo sobre a sua boca… o menino submisso, eu por cima. Sempre adorei essa posição, mas nem sei porque, pois nunca calhou de fazer com o meu namorado. Sei lá de onde tirei essa ideia.
O Lihert lambeu e mordeu minha calcinha por algum tempo, até que me fez levantar uma perna, depois levantar outra, e ficar sem ela, no jeitinho para ele lamber e chupar meu sexo, minha xana. E ele chupou gostoso, principalmente quando levantei uma perna, ficando mais aberta, e pude então fazer movimentos com os quadris.
Mas também cheguei num ponto em que não aguentava mais. Deslizei meu corpo para trás, encavalei minha xana sobre o seu membro e me esfreguei… carne contra carne. Mas não por muito tempo. Logo me levantei, peguei uma camisinha, coloquei nele e sentei, e só então me lembrei de tirar o sutiã.
Uau! Seu pinto gostoso entrou forçando minha vagina para os lados e para os fundos, e bateu bem lá no fundo, lá onde eu gosto, lá onde me dá um tesão que me tirar do controle. E fiquei descontrolada em cima dele, subindo e descendo o corpo, mexendo os quadris para frente e para trás, mexendo pros lados, até que ele agarrou minhas coxas, fez uma cara de horror, e gozou.
Sempre acho que homem faz uma cara de horror quando goza; meu namorado faz e imagino que todos fazem. Mas já tive a curiosidade de saber como é a minha cara quando eu gozo, coisa que me aconteceu logo depois dele. Senti a vibração subindo, o corpo estremecendo, a voz descontrolada, os olhos cerrados… e despejei meu tesão, quer dizer, tive um orgasmo fantástico. Não foi igual àquilo que me aconteceu na salinha dos fundos, quando ele enfiou o dedo, mas foi algo bem mais forte que os orgasmos que sempre tive com o meu namorado; talvez pela novidade, por estar com outro homem… Sei lá.
Bom… o resto do tempo foi aquela sequência normal. Ainda em cima dele, continuei me esfregando, querendo mais uma vez e sentindo que ele também queria. Mas quando nos vimos bem quentes achei que devia trocar a camisinha e dessa vez foi ele quem levantou e foi pegar, E quando voltou, me empurrou de bruços, me fazendo até pensar que estava a fim do meu bum. Mas ele colocou na xana, enfiou tudo, e depois ficou massageando meus seios, masturbando meu sexo, e quase arrancando pedaços do meu pescoço.
E eu… Eu só erguia os quadris o quanto podia, mexia o quanto podia e gemia o quanto podia, até o momento em que os gemidos já não adiantavam mais e comecei a gritar, gritar… e gozar. Acho que chorei nesse momento, tenho certeza que chorei, de tesão, prazer, muito prazer.
O lençol estava todo enrolado sob o meu peito e se houvesse mais alguns segundos antes do meu orgasmo acho que eu teria puxado até o colchão.
– Você é gostosa. – ele me disse, algum tempo depois, deitado ao meu lado.
– Não sou igual a todas as outras? – perguntei. – Tenho pernas, seios, sexo, tudo igual.
– Mas tem algo que nem todas têm.
– E o que é?
– Sex appeal.
– É mesmo? E em que parte do meu corpo fica esse negócio aí? – brinquei.
– Em você todinha. Por isso é que meu avô ficou doidão, eu fiquei doidão, meu irmão… e quer saber? Até minha namorada…
– Sua namorada? Não sou chegada em mulher, não. – falei, já me colocando meio sentada na cama.
– Calma! Não esperou eu terminar de falar. Até minha namorada ficou invocada com você, achando que você ia me seduzir. Anda num ciúme só.
– Meu Deus. Se ela souber disso, então, vou ser uma sex morta.
Rimos, caímos nos abraços, nos beijos, no chuveiro, na sauna, na esfregação e chupação debaixo d´água, dentro d´água, na chupação na cama, no 69, na terceira, na saideira…
– Você também é muito gostoso. – falei pra ele.
– É mesmo? Tenho sex appeal?
– Não. Você tem sex a pinto.
Foi a primeira vez que me senti transando de verdade… quer dizer, transando por transar, por prazer, por sacanagem, algo um tanto diferente das transas por amor com o meu namorado.
Ele me deixou em casa já eram quase onze horas, meus pais preocupados, quase ligando para o meu namorado para saber se estávamos juntos… E só então lembrei que havia desligado o celular ainda antes de entrar no carro do Lihert e depois esqueci de ligar. Falei que estava sem bateria.
Dormi feito pedra, se é que pedra dorme. Mas…
Alguém pode acreditar que no dia seguinte, sábado, eu já estava transando novamente, traindo novamente. Mas não foi com o Lihert, nem foi com o meu namorado, e menos ainda foi com o velho. Foi com o Ravi, irmão do Lihert.
Se há uma coisa que acho feio é homem que come e depois sai falando pra todo mundo que comeu. Já vi amigas minhas passar maus bocados por causa disso. E acabei passando também… se bem que, não foi tão mau bocado assim.
O Ravi me ligou logo cedo no sábado, dizendo que havia um pepino que precisa se r resolvido antes que os fiscais da prefeitura passassem por lá na segunda-feira, e corri para a fábrica, esperando encontrar ele, o Lihert, a patroa, todo mundo. Mas só estava ele. E foi curto e grosso.
– Meu irmão comeu e eu quero comer também.
– Mas que história é essa? O que você está pensando que eu sou? Quem te falou que o Lihert…?
Foi ali mesmo, no escritório, sobre a mesa, sobre a cadeira, sobre uma das duas poltronas. Nem cheguei a tirar o vestido, pois que estava morrendo de medo de chagar mais alguém. Mas a minha calcinha ficou um tempão pendurada no encosto de uma cadeira, fazendo companhia para sua calça e cueca, enquanto íamos juntando também algumas camisinhas no assento da mesma cadeira.
Transamos a manhã inteira e em quase nada ele era diferente do irmão. Era gostoso, era carinhoso, e tinha “sex a pinto”… um pinto gostoso demais para pegar, chupar, sentir na xana…
– Aí não, por favor. Nunca fiz e pretendendo nunca fazer. E pode tirar esse dedo! Que coisa!
Não sei. Talvez algum dia eu até experimente atrás, tenho uma certa curiosidade, já conversei com meninas que fazem e dizem que gostam. Mas não sei quando vai chegar esse dia, pois, por enquanto, ainda tenho reservas morais muito grandes.
O Ravi me pagou um almoço gostoso e pedi que me deixasse no Metrô, que não me levasse até em casa, pois o namorado podia estar por lá.
E por falar em namorado, bem que ele andou me rodeando naquele mesmo sábado, à noite, mas falei que estava indisposta e que no dia seguinte a gente ia, como de fato fomos, como de fato transamos gostoso, como sempre costumamos transar.
Acho que tirei o meu atraso naqueles três dias, se é que eu estava atrasada.
Mas quem queria tirar o atraso também era o senhor Husmann. Eu tinha até esquecido dele, mas ele não tinha esquecido de mim. Na semana que se seguiu ele não me deu sossego enquanto não me convenceu a passar com eles algumas horas num motel. E me convenceu mostrando uma sacola.
– Aqui ter 50 mil. Vai comigo na sábado e te entrego no despedida.
– Sábado, senhor Husmann?
Eu tinha outros desejos; quem sabe o Lihert, quem sabe o Ravi, mas acabei passando toda a semana só pensando em como iria fazer para justificar aquele dinheiro todo lá em casa, com o meu namorado… Pensei em deixar guardado num banco, esquecer que existia. Pensei em dizer que tinha achado na rua. Pensei em dizer que tinha ganhado no jogo do bicho, eu que nunca joguei e nem sei como se joga. Pensei num monte de possibilidades, mas o sábado foi chegando e não me decidi por nada, a não ser que ia guardar o dinheiro bem no fundo do meu guarda-roupa e só tirar quando tivesse uma solução.
E como são os homens, não? Parece que só querem mesmo é o desfrute.
O Lihert me comeu e depois passou a semana inteira sem falar comigo, quase sem olhar para mim. O Ravi me comeu e depois… fez a mesma coisa. Até parecia que estavam com medo de alguma coisa, pensando, talvez, que eu fosse falar sobre o ocorrido entre a gente, causar algum mal-estar entre eles e a mãe, fazer chegar aos ouvidos das namoradas. Talvez fosse isso mesmo. E era.
Mas nem tive tempo de ficar pensando muito sobre isso. Eu tinha era um pepinão daqueles para resolver no sábado, e ficava o tempo todo imaginando que reação eu teria ao ver o homem inteiramente pelado num quarto de motel.
Melhor nem pensar, me decidi. Melhor deixar para o momento. Não devia ser tão horrível assim.
E na sexta-feira ele me mostrou novamente a sacola explicou direitinho que eu devia esperar por ele na Estação Tucuruvi do Metrô, que ele chegaria também de metrô, que pegaríamos um táxi…
– Tudo certo, senhor Husmann. Amanhã às nove horas estarei lá.
E no sábado de manhã aprontei-me para o sacrifício. Não fosse os cinquenta mil…
Até providenciei uma bolsa maior para transportar a sacola com o dinheiro sem levantar suspeitas.
Cheguei no local um pouquinho atrasada, mas como ele ainda não havia chegado, tudo bem. Mas deu nove horas, deu nove e quinze, nove e meia, dez… Às onze eu desisti. Voltei para casa, não sei se feliz e aliviada, não sei se triste e frustrada.
Passei um final de semana procurando extrair o máximo do meu namorado, só para esquecer que eu quase tinha encarado o homem gordo e enrugado, e na segunda fui trabalhar, esperando para ouvir as desculpas do homem para não ter ido ao encontro.
FECHADO POR LUTO
Fiquei sabendo depois que o senhor Husmann havia avisado a família que ia até o centro da cidade, mas que sofreu um ataque cardíaco um pouco antes de chegar na estação do Metrô, foi socorrido, levado a um hospital, mas não teve jeito.
– Ele parecia tão feliz, tão empolgado. – disse-me o Lihert, dias depois. – Ele saiu com uma sacola, dizendo que ia levar um rádio para um restaurador, mas é estranho, porque o rádio continua lá em casa e…
– E a sacola? – perguntei.
– Não sei. Sumiu. Acho que alguém deve ter passado a mão, mas não sei no quê, se ele não tinha levado o rádio.
– Vai saber. – exclamei, quase xinguei, só pensando que algum filho da puta estava àquele momento com uma grana que devia pertencer a mim.
O Lihert empurrou o lençol, descobrindo nossos corpos, e perguntou se eu aceitava uma bebida.
Nunca antes eu tinha bebido nada além de refrigerante, mas achei que devia aceitar… eu precisava aceitar.

 

 



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