Espaço trans

Esquisitânia… história de uma vida

Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim… mas nem isso é letra de música e nem eu sou Gabriela.
Na verdade, sou Tânio, nome de batismo que sempre tive motivos para odiar, ou, então, Maria Esquisita, Esquisitânia, entre outros apelidos pelos quais me chamaram por muito tempo.
Esquisitice?
Bom… tudo começou faz um bom tempo, numa época em que as coisas eram um tanto diferente do que é hoje.
Nasci menino, me cresceu um pinto; bem maior que o dos outros meninos, por sinal. Cresci andando de bicicleta e ganhava corridas, jogando bola e driblando como ninguém, brigando feito um moleque de rua e batendo até em meninos mais fortes que eu, o que deixavam eles todos muito confusos, e a mim também, pois com o tempo, todos começaram a ver que meu corpo não era tão igual ao dos outros meninos.
Na verdade, era muito diferente, não tinha tantos pelos como o corpo dos meninos, meu rosto era mais parecido com o rosto de uma menina, minhas pernas e minha bunda iam engrossando, arredondando.
E o que eles não viam é que me crescia um par de seios. Por muito tempo consegui manter meus seios escondidos de todos, até dos meus pais e dos irmãos mais novos. Usava uma tira de pano para comprimi-los e sempre roupas bastante folgadas.
Eu sentia vergonha por ser um menino com jeito de menina, e muitos achavam que eu estava mais para menina do que para menino, inclusive os que me faziam gozação.
E o meu problema maior é que certas atividades eu não podia fazer nem junto com os meninos, para não mostrar meus seios, e nem junto com as meninas, para não mostrar o meu pinto. E só ficava imaginando o escândalo.
Mas escandalizado mesmo – e põe escandalizado nisso – quem ficou foi um menino da minha classe, o que mais me fazia gozação; além de me chamar o tempo todo de viado, começou a dizer que ia comer o meu cu. Ficava falando, dizendo pra gente se encontrar num lugar ou outro, que eu ia gostar, que ele já tinha até arranjado vaselina.
A coisa começou a ficar ruim para o meu lado, pois nessas alturas, com tanta gozação do moleque, eu já nem sabia quem eu iria namorar quando chegasse a hora; se namorasse uma menina, ia ficar estranho quatro seios se esfregando, e se namorasse um menino… melhor nem pensar.
Mas eu pensava, e muito, pois a grande verdade é que também eu já não tinha mais certeza se gostava de meninas ou de meninos. As duas possibilidades pareciam tanto me agradar quanto me assustar.
Verdade é que eu sentia grande atração por meninas, principalmente pela Maria Eunice, uma loirinha muito meiga, também colega de classe e quase vizinha de casa; me imaginava aos beijos e amassos com ela… se eu não tivesse seios.
Mas é certo também que algumas vezes eu já tinha enfiado velas no cu, e até bananas, enquanto batia punheta.
Quer dizer, o meu prazer vinha do pinto, mas mesmo assim eu ainda me sentia numa bagunça, sem definir direito do que eu gostava. E já que o moleque vivia a me encher o saco, resolvi tirar a prova com ele.
– A gente faz troca-troca, então.
– Ha! Ha! Desde quando viado come? Vou comer o seu cu e só.
Marcamos à beira do rio, um pouco abaixo da cachoeira, onde ia muita gente da cidade brincar. Acho que nem preciso dizer o tanto de ansiedade, nervosismo e a até mesmo aflição que eu sentia. Afinal, era a minha primeira vez.
E foi assim que, depois de chegar ao local do encontro, por cerca de meia hora, não sei direito, fui uma verdadeira menina, mulherzinha. Na verdade, ele é que começou a me transformar numa menina, a partir do momento que virei de costas pra ele e baixei as calças.
– Mas olha só que bundinha mais linda… – ele começou a dizer, mais para humilhar do que para elogiar, pois a verdade é que o seu grande barato era ter-me como um menino que havia dado o cu pra ele e, com certeza, iria espalhar isso para a cidade toda; todo mundo iria saber que eu havia dado o cu.
Senti uma certa revolta e me odiei muito por estar ali, naquela posição, naquela situação. Tive um impulso de levantar as calças e interromper tudo, mesmo sabendo que o estrago moral já estava feito, mas justo nesse momento ele me deu o golpe fatal.
– Olha só essas coxas. Parecem coxas de menina. – ele disse, passando as costas dos dedos, de baixo para cima, do joelho para a bunda.
Minha bunda retrancou, meu cu piscou forte, fechando, enquanto que uma vibração estranha, diferente e sem descrição, um verdadeiro frisson, me subiu pela coluna, formigando tudo, até atingir a minha nuca e o meu coro cabeludo.
Mas tinha mais.
– Acho que vou gostar de comer o seu cu. – ele disse, juntando com as duas mãos as minhas nádegas e apertando.
– Hummm! – deixei escapar, num gemido baixinho, mistura de choro e prazer.
– Tá gostando, seu viadinho?
Tentei não responder, mas, junto com a pergunta ele deu um apertão maior na minha bunda e seus dedos entraram pelo meu rego, passando muito próximo ao cu…
– Huummmmm! – eu fiz, e dessa vez bem mais forte, pois aquela vibração diferente, estranha e maravilhosa outra vez me subiu pela espinha, como um formigamento, uma leveza… enquanto meu cu parecia perder o controle de si mesmo, um frenesi sem tamanho.
E a partir daí foi só humilhação.
Mais do que o prazer sexual, ele sentia prazer na dominação, no ato de comer a minha bunda, o meu cu. E eu me odiava, pois mesmo sabendo que era humilhação eu não queria sair dali, não queria interromper… eu desejava. Acho que cheguei a chorar.
– Abre essa bunda, deixa eu ver o seu cu… abre com as mãos!
Obedeci.
Humilhação total, choro, desejo.
Pude perceber que ele passava vaselina no pinto.
– Toma. Passa no cu.
Eu ia dizer que não precisava, que bastava passar no pinto, como eu fazia com o azeite e a banana, mas acabei enfiando o dedo no pote, enchendo de vaselina e passando no meu cu, adentrando um pouco, mexendo…
Vergonha.
Prazer.
Era o momento. Fomos ajeitando as posições até que fiquei apoiado numa árvore, sentido ele se aproximar da minha bunda.
– Abre a bunda.
Abri, novamente, com as duas mãos, enquanto me apoiava apenas com o ombro na árvore.
– Tá piscando. Teu cu tá querendo um cacete… não está?
Fiquei calado.
– Tá ou não está? Fala!
– Tá. – praticamente resmunguei, com raiva ainda maior dele e de mim.
Não sei se era exatamente raiva.
– Então pede pra eu comer o teu cu.
– Come.
– Fala direito.
– Come o meu cu… Come! – quase gritei, querendo acabar logo com aquela tortura.
– Hum! Assim é que se pede… viadinho. Pega o meu cacete… ajeita ele nesse cu viado… pega o meu cacete… cacete… cacete
Eu não tinha pensado em pegar, não achei que eu conseguisse… minha ideia era apenas sentir no cu.
Peguei com a ponta dos dedos.
Mas logo espalmei a mão, envolvi e apertei, quando senti novamente, e ainda mais forte, aquela vibração na espinha.
E no cu… no cu eu sentia uma verdadeira frescura… não tenho outra palavra.
E a frescura se tornou ainda maior, incontrolável, quando ajeitei a cabecinha… Nem sei se foi ele que enfiou ou se foi eu que me enfiei, só sei que depois de uns dois ou três trancos seguidos que dei na bunda… já estava dentro.
Estava dentro e afundando… entrando tudo.
– Aí viadinho! Tá gostando do meu cacete, tá?
Cacete!?
Apesar de tudo, senti vontade de rir, pois desde que peguei na mão já havia percebido que não chegava nem perto do meu, era menor até que as bananas. Pensei em falar isso pra ele, mas não falei, pois logo percebi a vantagem do seu pinto em relação ao meu, pois o meu eu não podia enfiar em mim mesmo, enquanto que o dele estava lá dentro do meu cu, fazendo movimentos de vai e vem.
Vantagem também sobre as bananas, que eram frias, estáticas… não pulsavam.
E além disso…
Daquele momento em diante eu mesmo é que estava me fazendo de mulherzinha, sentindo um frisson ainda maior na espinha e uma frescura além dos limites no cu, enquanto encostava minha bunda nele, esfregava a bunda, sentia o seu saco entre as minhas pernas.
Ele me agarrava pelas coxas e socava fundo ou, pelo menos, tão fundo quanto seu pinto conseguia ir… estava a caminho do gozo.
Eu, sentindo o tesão dele, e seu pinto deslizando no meu cu, simplesmente perdi qualquer resquício de controle e de pudor que ainda pudesse me restar; agarrei o meu pau, latejante, agarrei suas bolas, apoiei-me apenas com a cabeça na árvore, e prensei minha bunda contra ele, esfreguei minha bunda nele… rebolei.
– Aí, viado! Tá gostando, viado! Vou gozar na sua bunda, viado… vou encher seu cu de porra…
E encheu mesmo.
Eu entendia as palavras dele, mas não entendia as minhas; gemidos, gritos, lamentos, choro, submissão, prazer.
Quase arranquei o meu pau, de tanto apertar, enquanto me desmanchava em prazer.
Algum tempo depois, um prazer maior, sentindo ele se descontrolar na minha bunda e, cumprindo o que havia falado, enchendo de verdade o meu cu de porra.
O que tinha de pequeno, tinha de cremoso… coisa que nenhuma banana dava.
Descanso.
– Ainda não acabei. Vou querer mais. – ele disse, soltando as mãos das minhas coxas, mas mantendo-se encostado em minha bunda, ainda engatado.
E o que eu menos queria naquele momento era sair daquele engate; seu pinto meio amolecido, meu cu vazando porra, querendo piscar, meu pau ainda tentando se refazer das espremidas e retorcidas que eu havia dado nele.
E logo se refez.
Mais calmo, e já sem muito daquela coisa de querer me humilhar, o moleque voltou a movimentar seu pau no meu cu, primeiro bem lentamente, apenas recuando e empurrando o quadril, depois, mais rápido, cada vez mais rápido, já me segurando pelas coxas novamente, já querendo um segundo gozo.
E o meu cu acompanhando tudo, se enchendo de tesão. E o meu pau endurecendo, também querendo gozar outra vez.
Mas não gozou… não gozei.
O moleque gozou uma segunda vez, despejou mais uma tanto no meu cu, deu um tempo, tirou, e começou a levantar as calças para ir embora.
– Agora é a minha vez.
– Qual é!? Viado não come, não.
– Agora é a minha vez. – repeti, com uma energia que eu não sabia se era realmente o desejo de experimentar o outro lado da coisa, se era uma forma de devolver a humilhação a ele ou, ainda, se era uma garantia de que ele não iria espalhar pela cidade inteira que havia comido o meu cu. Ou foi tudo isso junto.
– Eu sou homem, não sou viado. Sabe quando eu vou dar o cu?
– Agora e a minha vez! – repeti, já meio sem controle.
Coitado!
Agarrei o moleque pelo pescoço e só parei de apertar quando ele já começava a ficar roxo. Não sei de onde me veio tanto ódio.
E antes mesmo que ele recuperasse a respiração eu já estava mandando ele passar vaselina no meu pau e no seu cu.
– Isso eu não faço. – ele meio falou, meio gaguejou, meio ofegou.
Coitado, outra vez.
Toda a humilhação que ele desejou me fazer, e que havia feito, agora eu devolvia, mostrando as minhas mãos prontas para estrangulá-lo outra vez… e fazendo ele ficar longos e longos minutos me passando vaselina, acariciando o meu pau… Só não fiz ele chupar, não tive essa ideia.
Mas arrombei o moleque.
Verdade.
Fiz ele se debruçar com a cabeça na árvore, fiz ele arreganhar o cu com as duas mãos, não fiz ele ficar pedindo para que eu o comesse… eu mesmo ajeitei. Mas desde a passagem da cabecinha até a socada total eu não tive a menor pena.
O moleque se torceu, contorceu e retorceu para aguentar o meu pau no cu. Não disse uma palavra, não reclamou de dor, não fez nenhuma expressão de prazer… só ficou ali, agarrado na árvore, com aquela cara de quem não via a hora que a coisa acabasse.
Mas deu azar. Eu já tinha gozado uma vez, quando era ele que estava me comendo, e fiquei muito, mas muito louco, gozando uma segunda vez no seu cu. Devo ter machucado. Só que eu queria mais, não desengatei, e o azar dele é que demorei um tempão para gozar uma terceira vez. Para mim estava uma maravilha e fiquei deslizando o pau no cu dele por muito, muito tempo. Mas para ele… realmente só esperava eu acabar.
E quando acabei, nem esperou eu tirar. Ele mesmo se desengatou, e saiu, andando meio esquisito, levantando as calças…
Nunca mais fez gozação comigo, nunca falou pra ninguém que tinha comido o meu cu.

 

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Mas e eu, como fiquei?
Pior ainda do que antes, pois agora é que eu não tinha mesmo certeza alguma se gostava de dar ou de comer.
Passei dias, meses, com aquelas recordações; o frenesi no rabo, a porra do moleque escorrendo, o moleque alisando o meu pau, seu cu apertado…
Demorei a me dar conta de que, na verdade, eu não podia mesmo saber se gostava de menino ou de menina, simplesmente porque não havia experimentado uma menina.
E eu tinha uma menina com quem experimentar. Sabia que ela gostava de mim, convidei para ir ao cinema, andamos de mãos dadas, mas quando chegamos no portão da sua casa, quando ela se ofereceu para um beijo, não achei correto enganá-la.
– Maria Eunice… gosto muito de você, sei que você gosta de mim, mas, por isso mesmo, não quero te enganar.
– Me enganar, por que?
– Vem aqui. – falei, puxando-a para um lugar mais escuro.
Ela me acompanhou e ficou olhando atentamente enquanto eu abria a camisa, soltava a faixa e deixava livre os meus seios.
– Você é menina? – ela perguntou, sem demonstrar nenhum espanto.
– Quase. – falei, pegando sua mão e levando até o meu pau, duro, mas ainda dentro da calça.
Ela espalmou a mão, apertou, seus olhos fixos nos meus, até que soltou, afastou-se um pouco, abriu a sua blusa, expondo seus seios, e depois se aproximou novamente, colando seu corpo ao meu, seus seios nos meus, seus lábios com os meus lábios.
Foram beijos e mais beijos, intensos, apaixonados, até que, numa pausa, ela falou:
– Gozado… já imaginei de tudo quanto foi jeito o meu primeiro beijo, mas nunca imaginei que seria assim.
– Assim como? – perguntei, e ela apenas olhou e me fez olhar para os nossos seios, colados. – E isso te incomoda? – acrescentei, perguntando.
Ela não respondeu. Apenas se afastou um pouco, baixou a cabeça, fez coincidir seus dois biquinhos com os meus, colou-se a mim novamente e se ofereceu para mais um beijo, outro, outro… nossos seios se esfregando.
– Vai me dizer que você também tem um pinto? – perguntei, durante uma pausa.
– Por que você mesmo não descobre? – ela perguntou, afastando-se um pouco e erguendo a saia.
Levei a mão entre as suas coxas, tentando adivinhar a minha emoção ao pegar novamente um pinto na mão. Mas não havia um pinto… havia uma xoxotinha quente, úmida, tão trêmula de emoção quanto devo ter ficado naquela minha primeira vez. Fiquei brincando com ela, até que ela me parou.
– Só que não posso dar ela pra você… por enquanto não… você entende, não é?
Claro que eu entendia. Para ela era muito importante ainda preservar a virgindade.
– Claro que te entendo. Nem quero te causar problemas, mas… nem outra coisa você pode me dar?
– Nunca dei… mas tenho vontade de experimentar.
(…)
Experimentamos, realizamos. Não naquele dia nem naquele ali na frente da sua casa, mas noutro dia, noutro local, noutros dias, noutros e muitos outros.
Tivemos um namoro de mais de três anos. Ela não se importava de namorar e andar pela cidade com um menino que se parecia mais com uma menina, sempre foi muito carinhosa, sempre gostou de me dar prazer da forma como podia, sem perder a virgindade, e sempre gostou das minhas carícias na sua xoxota, com os dedos e até com a boca. Sempre nos demos muito bem.
Mas, por muitas lembranças, e por sempre ver Maria Eunice ter orgasmos alucinantes apenas fazendo atrás, alguma coisa em mim não parecia ir tão bem. Eu amava trocar carícias e relações com ela, mas quanto mais ela demonstrava um prazer imenso a cada vez que me dava a bundinha, menos eu conseguia tirar da cabeça as lembranças daquele dia perto da cachoeira, da árvore, da humilhação.
Eu não humilhava Maria Eunice, de modo algum. Sempre quis dar prazer a ela, trocar prazer com ela. Mas aquelas lembranças… comecei a desejar cada vez mais que Maria Eunice tivesse um pinto, até chegar ao ponto de ser sincero e corajoso o bastante para revelar isso a ela.
E ela, como a menina meiga de sempre, não apenas foi bastante compreensiva para aceitar que podíamos terminar sem mágoas nem rancor um do outro, como ainda me pediu ou ofereceu algo que até então não tínhamos feito.
– Jura mesmo que não sai nenhum pingo de nada daqui? – ela perguntou, segurando a cabeça do meu pau.
– Só de mijo. – respondi, entendendo a sua pergunta.
– Mijo não engravida. – ela sorriu.
E Maria Eunice me ofereceu a sua virgindade ou, como ela mesmo brincou, depois, não deixou escapar a oportunidade de fazer amor sem correr o risco de engravidar.
Fizemos amor de verdade; não esquecemos a sua bundinha, alternamos… mas fizemos amor de verdade muitas vezes, até que parti.
(…)
Vim tentar a vida em São Paulo, imaginando que aqui eu teria maior liberdade de encontrar parceiros que me compreendessem e não ficassem me chamando de Esquisitânia.
Soltei de vez a tira de pano que me prendia os seios e assumi o meu lado mais feminino. Não foi fácil. Passei por diversos tipos de trabalhos e muitos constrangimentos até que acabei dando sorte.
Fui trabalhar numa agência, o dono quis me namorar, mostrei a ele o que eu tinha entre as pernas, contei a minha história, e ele me indicou um médico…
– Rapaz… quer dizer, moça… – me disse o médico, depois de vários exames. – Você tem um belo mastro, é até uma pena cortar isso fora, mas se cortar, se tirarmos a sua parte masculina, vai surgir uma beleza de mulher aqui por baixo. Já está tudo feito, pode até ter filhos, se desejar. Só precisamos cortar esse excesso, fazer uma pequena plástica… Vai ficar bonitinha…
Alguns meses depois eu fazia a cirurgia e tomava alguns poucos hormônios só para completar o quadro… quer dizer, revelar a verdadeira Tânia que sempre esteve dentro de mim.
(…)
Como é a vida!
Faz pouco tempo revisitei minha cidade natal, com mais calma para rever meio mundo, mil lugares. Estive com a Maria Eunice, ela está casada, tem uma família linda. Conversamos bastante e até lembramos certos momentos do nosso passado. Não chegamos a tanta intimidade, mas por dentro eu achava irônico o fato de antes eu comer a xoxota dela… e agora eu ter uma xoxota pra dar.
E por falar em ironia… Também revi, mas não conversamos e ele nem me reconheceu, aquele moleque da árvore… casado, com filhos, no segundo mandato como prefeito da cidade, todo imponente. Fiquei sabendo que, por obra sua, aquele córrego foi canalizado, a pequena mata deu lugar a uma avenida, e a árvore não existe mais. Se a população soubesse…

Tânia M. G. (1978)

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