A vida parece uma grande aventura, mas tem dias que parece que é só aventura.
Tive um dia assim, não faz muito tempo, e quero compartilhar com outras meninas, todas as meninas. Com os meninos, não, por motivos óbvios.
Bom… aquele meu dia aventuroso começou quando mandei a minha chefe pra bosta. Coroa mal humorada, mal vestida, mal comida. Mal sabe ela… quer dizer, acho que não sabe, que o meu emprego de manhã naquela central de telemarketing é só fachada e que não saio de lá de jeito nenhum, por vários motivos: primeiro, porque é realmente uma fachada, preciso justificar os meus altos ganhos, segundo porque é só de manhã e me divirto muito fazendo ligações e recebendo todo tipo de respostas (nervosas, cantadas, puta que pariu, tomar no cu…), terceiro porque faço marketing para a empresa e para eu mesma, e quarto, mas não último motivo, porque sou queridinha do chefe. Por tudo isso e mais um pouco, não me vejo obrigada a suportar as frustrações da mulher, que nem punheta deve bater, de tão estressada que é. Ou é estressada porque não goza… não sei.
O que sei é que naquela manhã eu estava inspirada e quanto mais a mulher tentava me infernizar, mais eu enrolava nas ligações que eu fazia para rapazes previamente selecionados no cadastro da empresa, que é também o meu cadastro particular. Pelo final do expediente eu já tinha dois pré candidatos a transar comigo, sem ainda saberem que iriam pagar por isso, é claro.
Foi então que recebi uma ligação da minha colega de faculdade, perguntando se eu tinha alguma coisa para aquela tarde.
– Tenho, não. Minha ideia era estudar para a prova de hoje a noite.
– Tem um lance para nós três. A Kelly já topou, falta você.
– Nós três? Mas é bacanal?
– Que nada. É um cara só… quer três ao mesmo tempo.
– Cara….coles! Mas a pessoa quer fazer três seguros de uma vez só. – falei, cortando o palavrão e mudando a conversa, diante do olhar atravessado da chefe.
– Que seguro… ? Ah! Entendi… Mas então, ele quer três seguros… vamos eu, a Kelly e você, se você topar.
– Bom… é que nunca fiz, assim, três seguros de uma vez só, na verdade, nem dois e…
– Tudo tem uma primeira vez, amiga. Vem com a gente!
– Tá bom. Me passa aí as coordenadas que já vou me programando. – falei, agora mais livre, depois que a mulher com a buceta cheia de teia de aranha se afastou.
Desliguei e parei um pouco para pensar. A ideia de uma transa a quatro, três meninas e um homem, tanto me deixava curiosa como também um pouco assustada, por um motivo mais que bobo… Se fosse eu com três homens acho que não teria problema, mas eu com duas meninas, duas amigas, nós três peladas, uma olhando a outra, nós três transando com o cara, chupando, sendo chupadas, bucetas escancaradas, anal…
Sei lá! Era assustador pensar nas intimidades reveladas. E tinha mais…. já na rua, tratei de ligar logo pra ela do meu celular.
– Um detalhe, amiga; nem pensar em lances entre nós três. Vocês… se quiserem… mas eu não faço isso, não transo com me…
– Fica fria. Se ele quiser… faço com a Kelly, você só assiste.
Saí do serviço ao meio dia, o encontro para o programa era às duas da tarde, perto da faculdade, de sorte que nem voltei para casa, almocei num restaurante ali mesmo, perto do serviço, comidinha leve, depois fui ao banheiro, dei-me uma conferida geral nas intimidades, passei um gel desodorante, que sempre carrego na bolsa, ajeitei a calcinha, e fui.
Fui nada.
Ainda no restaurante encontrei o Marcelo, um comedor dos tempos tempos do colégio e que há muito eu não via. As lembranças e a saudade voltaram na hora.
– Menina! Como você está linda!
– Você é que está um gato.
– Tens alguma coisa para fazer agora à tarde?
– Espere, que preciso dar um telefonema.
Liguei para a Marusca (apelido), falei que tinha me acontecido um desarranjo intestinal, pedi desculpas, mas falei que ela podia ir com a Kelly ou, então, ver outra menina. Desliguei e me liguei no Marcelo.
– Você está casado? Está namorando? Eu tenho namorado. Você está querendo me levar pro motel, é?
Marcelo foi o meu segundo, na verdade o meu terceiro menino, se contar uma transa relâmpago que tive uma vez com um professor. Na época eu tinha namorado, queria terminar com ele, mas como ele gostava muito de mim, eu tinha dó, não conseguia terminar. Mas como eu achava o Marcelo um gato e queria dar pra ele de qualquer jeito, dei pra ele de qualquer jeito… quer dizer, sempre fui com ele bem às escondidas e pedindo para ele não falar nada na escola, que era para o Luís (meu então namorado) não ficar sabendo.
Eu sempre ia na casa dele, no quarto dele, na cama dele… menino gostoso, pintudo.
E naquele dia fui parar na cama com o menino pintudo outra vez, só que num motel. E foi muito mais que melhor assim, também por motivos vários:
Primeiro motivo, é que não me agradava mesmo a ideia de me expor às minhas amigas. Sei lá, na hora até podia estar tudo bem, mas depois, a gente na faculdade, uma sabendo das coisas da outra… Gozado essa coisa de intimidade! A gente olha para uma pessoa, uma colega, amiga, sabe que ela transa, que é normal, mas é como se não fosse, se a gente não soubesse. Por isso prefiro o segredo, não me revelar; pelo menos com pessoas conhecidas. Sei lá que coisa boba é essa!
Segundo motivo, é que troquei uma transa paga por um encontro gratuito, mas mesmo assim valeu a pena, pois o Marcelo continuava o mesmo Marcelo, menino que sabe comer uma menina, fazer gostoso pra ela, deixar ela cansada, extasiada… e se não bastasse, agora mais crescido, mais encorpado, estava mais pintudo ainda. Mais pintudo e muito interessado numa coisa que na época do colégio eu ainda não dava. E nem adiantou eu falar que era muito grande, que eu não ia aguentar… ele foi passando gel, colocando o dedo, mexendo, mexendo… até que colocou outro dedo, sem unha… Tive uma tarde realmente maravilhosa, mas…
Terceiro motivo, é que encontrei a Kelly na porta da faculdade, um pouco antes da aula, e ela estava esperando a Marusca (apelido), a menina que tinha me ligado.
– E aí, como foi o programa? – perguntei.
– Foi bom, normal, fomos só nós duas… mas o cara é fera. Ele falou que tem namorada, mas que ela não aguenta o tranco. Por isso é ele que queria três e lamentou muito você não ter ido. E você perdeu, pois além de trepar como ninguém ele é também um belo gato, pagou direitinho e ainda deu caixinha… foram buscar.
– Quem sabe numa outra vez eu vá conhecê-lo.
– Acho que você vai conhecer já. A Marusca foi com ele até o caixa eletrônico e já estão voltando… olha eles lá.
Olhei… e saí correndo para dentro do edifício, fui me esconder no banheiro das meninas.
A Marusca e a Kelly logo foram atrás de mim.
– Endoidou ou deu caganeira de repente, menina?
– Vocês transaram com… – cortei a tempo, não completei que elas tinham transado com o meu namorado, e era melhor que elas não ficassem sabendo.
– Nós o quê…? – perguntaram as duas, ao mesmo tempo.
– Nada. Se eu tivesse ido não teria dado certo. Estou ruim do intestino, não falei?
– E agora deu caganeira? – brincou a Kelly.
– É isso… e é melhor vocês saírem de perto.
Elas saíram e entrei na casinha, mas só por entrar, enquanto xingava baixinho o filho da puta! Quer dizer que eu não aguento o tranco, não é?
FIM
Fim coisa nenhuma. As meninas não viram as minhas intimidades, mas viram as intimidades do meu namorado. Ainda bem que não revelei isso a elas. E o safado nem ficou sabendo que eu fiquei sabendo, pois ainda não encontrei um jeito de falar que estou sabendo, sem revelar como fiquei sabendo.
Melhor ficar quietinha.

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