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Revista Contos Eróticos número 6

 CONTEÚDO ADULTO

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01

A menina que comi em Natal, no natal

Estou aqui, querendo contar essa minha aventura, mas, ao mesmo tempo, me perguntando se, afinal, a aventura foi minha, se foi da menina que conheci em Natal, que comi no natal… ou, se foi, ainda, a aventura de uma outra menina.

Foi numa viagem que fiz com a família para o Nordeste do Brasil, e passamos a maior parte do tempo na cidade de Natal… linda cidade.

Contarei.

(…)

Para os meus pais aquela foi tipo uma viagem prêmio, pois que nunca foram de grandes posses, tiveram de trabalhar muito para criar os dois filhos, minha irmã mais nova e eu, e nunca tinham tirado umas férias de verdade, com direito a viagem e descanso por quase um mês.

Para mim foi uma alegria poder oferecer aquele prêmio a eles, graças a um concurso que ganhei de uma grande empresa, com a escrita de um trabalho.

Coloquei todo o dinheiro nas mãos deles e falei, mandei, que fossem passear, viajar, aproveitar um pouco a vida.

Minha ideia, e também da minha irmã, quando soube do dinheiro, era que fizessem uma segunda lua de mel, já que se dão muito bem e, como já falei, bem mereciam.

Mas só aceitaram viajar se fôssemos juntos.

E foi aí que comecei a descobrir como as pessoas, acho que todos nós, temos sonhos e desejos secretos…

Contarei.

(…)

Comecei a descobrir coisas já no avião.

Meus pais e minha irmã sentaram juntos, numa fileira de três bancos, e eu tive a infelicidade de sentar algumas fileiras adiante, ao lado de uma pessoa que eu nem conhecia.

Mas que infelicidade!

Ah, se toda infelicidade do mundo fosse assim!

A infelicidade, em pessoa, era a Menina Linda.

Vou chama-la assim mesmo, de Menina Linda, muito embora ela fosse muito mais que linda, muito mais que gostosinha, muito mais que tudo… corpinho miúdo, peitinhos pequenos, tudo no jeitinho que adoro.

Logo me engracei com a Menina Linda, puxei conversa, e ela se engraçou comigo, aceitando a minha conversa, sorrindo, falando do bairro onde mora, em São Paulo… e falando do namorado.

Mas logo vi que ela era obrigada a falar do namorado, pois além da família dela, sentada na fileira à frente, havia uma outra menina, sentada na nossa fileira, que era, simplesmente e infelizmente, a Irmã do Namorado… Vou chamá-la assim.

Penso eu… quer dizer, tenho certeza, principalmente agora, depois da viagem, que se a Irmã do Namorado não estivesse junto eu teria comido a Menina Linda ali mesmo, no avião.

Exagero, claro!

Mas não era tanto exagero assim, pois do mesmo jeito que me encantei com a menina e queria revelar todo esse encanto a ela, ela também se remexia no banco do avião, inquieta, querendo falar e até fazer bem mais do que era permitido.

Não fosse a Irmã do Namorado e teríamos viajados de mãozinhas dadas e, talvez, até trocados alguns beijos nas altitudes.

Mas o máximo que trocamos foram nossos números de telefone.

– Me adiciona. – falei, num dos raros momentos em que a outra deu uma trégua, indo ao banheiro.

E queria que a Menina Linda fosse junto. Só que, esperta, e cheia de desejos, ela inventou, falou, e ficou ao meu lado.

Minha ideia, até então, era apenas estabelecer um contato com a menina para, quem sabe, na volta, nos encontrarmos aqui por São Paulo.

Mas qual não foi a nossa maravilhosa surpresa ao descobrirmos que não apenas estávamos indo para a mesma cidade como também para o mesmo hotel.

Aqueles foram os minutos mais deliciosos da viagem de ida, com direito, inclusive, a pegar na mão e até ensaiar um beijinho, que só não aconteceu porque a megera dragônica… quer dizer a Irmã do Namorado, desconfiada como ela só, mal entrou no banheiro e já estava de volta.

Deve ter saído do banheiro levantando a calcinha pelo corredor do avião ou, então, mijou sem baixar. Sei lá!

(Continua)

 


02

A crente descrente… no swing

Domingo.

Dia de escrever.

Vontade de escrever.

Necessidade de escrever.

Escrever o que ainda está quente na memória.

Escrever o que me aconteceu na sexta-feira última, depois de uma longa espera.

(…)

Minha paz profissional, espiritual, conjugal e sexual acabou quando a dona Maria da Graça começou a trabalhar na mesma firma que eu, na mesma sala, na mesa ao lado da minha, para ajudar no serviço que eu fazia.

Que mulher, bonita, linda, gostosa, cheirosa!

Que tesão!

Pena que os seus vestidões não permitiam nunca apreciar melhor aquele seu par de coxas roliças e firmes, aquela sua bundinha redondinha, levantadinha, aquela sua barriguinha, sua cintura, seus peitos.

Nem parecia que já era mãe de dois filhos.

Mas pura frustração.

Frustração minha e dos e dos mais de trintas pares de olhos que secavam a mulher das nove da manhã às cinco da tarde.

Nas muitas e muitas conversas que puxei com ela durante o expediente, no cafezinho, no refeitório da firma, e até numa ou outra carona que, raramente, ela aceitava, tudo o que ela falava era do seu casamento maravilhoso, do marido maravilhoso, dos filhos maravilhosos e do Pastor Jonas.

Ah, desgraçado Pastor Jonas!

Santo homem, exemplo de pai, de marido, de homem religioso, de um ser cristão.

E nas poucas vezes que consegui desviar a conversa para o lado que eu tanto queria, eu arriscava.

– Você fala tanto nesse Pastor Jonas… Será que vocês dois não…?

– Vire essa boca pra lá… E nunca mais fale desse jeito… Se quiser continuar desfrutando da minha amizade, tenha o devido respeito. Fique sabendo que sou fiel, fidelíssima ao meu marido… aliás, o meu único homem em toda a minha vida… E assim haverá de ser para sempre, como manda a bíblia.

– Tá bom! Não precisa passar esse sabão todo.

E durante quase um ano só levei sabão.

E quanto mais eu me arriscava, mais sentia que ela evitava as conversas e, principalmente, as caronas, pois nunca mais entrou no meu carro.

Mas chegou o mês de dezembro e enquanto o pessoal todo ia entrando no clima bobo do natal, dona Maria da Graça me parecia cada vez mais fechada, mais triste, como se alguma coisa a incomodasse, a entristecesse.

– Problemas com o marido?

– De jeito nenhum. Está tudo bem lá em casa. Está tudo bem comigo. Não sei por que você acha que não estou legal.

Isso se repetiu umas três ou quatro vezes, até que, numa sexta-feira, sem querer, acabei acertando uma flechada bem no alvo.

– Você nunca mais falou do Pastor Jonas.

– E por que haveria de falar? Sujeito falso, fingido, cristão do diabo, cachorro, ordinário…

(…)

E então, uma coisa inimaginável, impensável, incalculável, impraticável e mais uns quarenta “in…avel” aconteceu.

(Continua)


 

03

A empregada e a filha da empregada

Minha mãe pirou por completo, e me fez pirar também.

Por indicação de uma amiga, ela contratou para trabalhar aqui em casa um pedaço de mal caminho.

Mas que mulher gostosa!

Vou chamá-la de Ana, para não comprometer, mas o nome real é bem diferente.

E já aviso que todos os nomes usados aqui foram alterados.

Ana, 34 anos, é negra, tipo passista de escola de samba, e tem um rosto simplesmente lindo, um corpo simplesmente perfeito… tudo nela é lindo e perfeito, inclusive na sua educação, pois é uma mulher muito inteligente.

É tão inteligente que, depois de uns três meses comparecendo aqui para trabalhar, ela pediu à minha mãe que permitisse que ela dormisse aqui em casa por alguns dias, até achar um novo lugar para morar.

O motivo, como ela mesmo contou, é que era casada com um vagabundo, um sujeito que gostava mais de ficar nos bares do que trabalhar.

Por isso ela havia arrumado o emprego, e agora que podia se sustentar, separou dele.

E minha mãe, agora super satisfeita com os serviços prestados pela mulher, mais que depressa cedeu um dos quarto da casa.

MÃE! NÃO FAÇA ISSO! – quase gritei, agora sim, pirado de vez, só de pensar na Ana vinte e quatro horas por dia em casa.

Mas eu tinha um motivo ainda maior para pirar e nem sabia.

Até sabia que ela tinha uma filha e que a filha viria junto com ela, mas o que eu não sabia era que a filha era a metade da mãe na idade e o dobro na beleza e na formosura.

Não que ela fosse mais bonita e mais gostosa que a mãe, pois eram simplesmente iguais, mas pelo fato de ser mais nova, bem novinha.

Minha piração mudou de endereço.

Na verdade, minha piração tinha, então, dois endereços… e qualquer um deles me satisfaria.

Ah, como satisfaria! Tanto a mãe quanto a filha.

Aninha, outro nome inventado, estudava de manhã e passava o resto do dia ou estudando ou ajudando a mãe. E digo passava, porque depois de uma semana com as duas aqui, minha mãe resolveu que elas podiam morar em definitivo.

MÃE! SE TÁ LOUCA?

Mas, passados quase dois meses desde que começara a nova rotina aqui em casa, nada, mas nada mesmo havia acontecido.

Logo descobri que a Aninha tinha um namorado, negão fortão, e, obviamente, não estava muito interessada num branquelo como eu.

A gente conversava, fizemos uma certa amizade, mas ficava só nisso, nada se alterava.

Só o tesão que as duas mulheres me causavam é que ia mudando, e mudando para mais, muito mais.

Às vezes eu ficava pensando na mãe, desejando a mãe, batendo punheta em homenagem à mãe.

Às vezes eu ficava pensando na filha, desejando a filha, batendo punheta em homenagem à filha.

Isso sem contar o quanto eu ficava espiando pela casa, só esperando as oportunidades para ver seios, coxas, bundas.

Pouco via, mas o pouco que eu via era ereção imediata.

E tome punheta.

Fui obrigado, então, a apelar para duas garotas de programas.

(Continua)


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