Feijão

M. C. R. (2001) – Iepê/São Paulo – SP

 

feijão

Gente!
Estou escrevendo umas coisinhas que tenho vivido e que me dá a maior vontade de contar para todo mundo… desde que ninguém saiba quem eu sou – é claro! -, principalmente uma certa pessoa.
Vou contar tudo, mas tenham paciência, pois vou fazer aos poucos, lembrando todos os detalhes.

(…)

Parte I

Sexta-feira à tarde, mais uma vez, dei um nó na minha mãe, dizendo que ia visitar uma amiga, e, mais uma vez, fui visitar o meu namorado.
E mais uma vez passamos uma tarde maravilhosa, no quarto dele, na cama dele, aproveitando que seus pais não estavam, e fazendo tudo o que tínhamos direito.
Mas não tínhamos feito tudo ainda, quando, num daqueles momentos de descanso, quando o mundo orgásmico provoca delícias no corpo, mais uma vez, ele me perguntou…
– Você jura que essa margaridinha é só minha.
E mais uma vez eu respondi.
– Você sabe que é.
– Só minha, minha, minha mesmo… nunca foi demais de ninguém?
– Amor… você sabe que me conheceu virgem, você lembra o dia em que tirou a minha virgindade, você viu que não foi fácil…
– Eu sei. Até saiu um pouco de sangue.
– Então! Por que fica sempre perguntando? Por que não acredita em mim?
– Mas claro que acredito, amor! É que… é que é gostoso perguntar e ouvir você dizer que sua margaridinha é minha, só minha, de mais ninguém… não é desconfiança, não. Você entende?
– Entendo.
– Entende mesmo?
– Hum hum… e ainda bem que você não pergunta sobre o meu feijãozinho…

(…)

Mas claro… claro mesmo, que parei no “hum hum”, que não sou doida de falar de certas coisinhas que andei fazendo, enquanto ainda morava no interior.

(…)

Faz dois anos que estou morando em São Paulo e faz um ano e meio que estou namorando o meu primeiro menino… quer dizer, o meu primeiro namorado, pois antes dele, lá na cidade do interior onde eu morava, só tive um ou outro menino.
Tá bom…! Foram seis, exatamente.
O primeiro foi um menino que morava umas três casas perto da minha e sobre quem minha mãe vivia dizendo que não valia o feijão que comia.
Não sei se a minha mãe dizia isso porque sabia de alguma coisa, se desconfiava apenas, ou se tudo não passava de ironia do destino, pois o fato é que o menino comia feijão… o meu feijão.
Comer o feijão… me dá o feijão… você tem um feijãozinho gostoso…
Era assim que os meninos viviam falando e eu não entendia o que tinha o feijão a ver com isso, pois o que aquele molequinho capeta queria mesmo era comer a minha bundinha, o meu cuzinho.
E comeu.
Me pediu tanto, me encheu tanto, me prometeu tanto que não ia doer, que eu ia gostar, que não ia contar para ninguém, que um dia, voltando com ele da cachoeira, depois de nos separarmos dos outros meninos e meninas, ele me puxou para os fundos de um pomar, bem debaixo de uma mangueira.
– Mas eu não quero… – eu ainda dizia, enquanto ele já estava erguendo o meu vestido e baixando a minha calcinha.
– Vira esse feijãozinho pra mim… olha o que eu tenho. – ele dizia, mostrando um vidro com uma coisa branca dentro.
E ele já estava com o pinto de fora.
Nem tive coragem de olhar.
Mas percebi que ele passava aquela coisa branca no pinto e depois me colocava contra o tronco da mangueira, encostava, acertava o meu cuzinho…
Mas não entrou mesmo.
Não deixei entrar.
Me deu um pavor tão grande, que saí meio correndo, levantando a calcinha… e ele só foi me alcançar quando eu já estava chegando em casa.
Falou, falou, falou…
– Tá bom! Amanhã, então, lá no pomar, mas…

visite lojinha



Parte II

Não vou dizer que passei horas de dúvidas e indecisões sobre o que eu tinha prometido ao menino, simplesmente porque eu imaginava que nada fosse acontecer, que as coisas não iam dar certo, que ele ia esquecer…
Mas não apenas ele não se esqueceu, como também as coisas deram certo demais, e nem precisei ir me encontrar com ele no pomar.
No sábado, logo cedo, fiquei sozinha em casa, e o menino, que já estava rodeando, bateu à porta, entrou, mostrou o pote com aquela coisa branca…
– Não posso ir no pomar agora.
– Mas nem precisa. Podemos fazer aqui mesmo.
– Mas… mas quem disse que eu quero?
– Você ia fazer.
– Ia, mas não vou mais.
– Mas você prometeu…
E depois de mais alguma conversa e muita, mas muita insistência da parte dele, acabei percebendo que de nada ia adiantar eu continuar negando.
– Está bom… mas vamos lá no fundo.
Os olhos do menino brilharam, os meus, acho que baixaram, não sei.
O fundo que eu falava era atrás do barracão onde meu pai guardava suas coisas e também o carro. Não era nem dentro, era atrás, beirando à parede, sob umas árvores.
Nem preciso dizer que quando chegamos ao local e virei para trás, o menino já estava com as calças nos pés e que…
Que pinto grande!
Dessa vez não tive como deixar de olhar e até ameacei falar que aquilo não ia caber em mim. Mas não falei. Apenas dei mais uma conferida, vi ele passando aquela coisa branca…
… e virei de costas, ergui o vestido, baixei a calcinha, apoie-me na parede.
Seja o que Deus quiser. – eu pensava.
Afinal, eu bem sabia que existem muitas meninas e meninos que deixam colocar atrás, bem que eu podia deixar também. Quem sabe até fosse gostoso.
Mas nem sei se foi gostoso.
Só sei que foi rápido.
Ele pediu que eu abrisse a bunda com as duas mãos, apontou no meu cuzinho, deu uma forçada e, quando percebi, já tinha entrado.
Entrou a cabecinha e entrou tudo, pois ele foi logo me agarrando pelas coxas, socando lá no fundo e ficando estranho.
Estranho mesmo. Parecia um cachorro fazendo na cachorra, indo para frente e para trás, e parecia com um gato, de tanto que gemia, quase gritava.
De verdade, nem gemeu ou gritou muito, pois que não demorou nem um pouco para ele se despejar dentro de mim.
Gozou.
Ele gozou e eu o empurrei para trás, fiz tirar… e saí, novamente, erguendo a calcinha, baixando o vestido.
Fui para dentro da casa e ele foi atrás. Mas dei a sorte que a minha mãe já havia voltado e ele não pode falar nada.
Minha mãe estranhou ele ali, só nós dois, mas não falou nada, só me olhou meio torto.
Mas eu, tentando entender porque havia feito ele tirar tão rápido, me dei conta de que na hora o que me assustou foi ele ter despejado dentro de mim. Não é que eu tivesse ficado com medo de ficar grávida, pois eu sabia que não era assim.
Mas me deu um certo nojo… só isso.
Só isso nada.
Ainda naquele dia, mais tarde, ele começou a dizer que queria mais, queria fazer direito, que eu devia deixar fazer direito, que eu ia gostar, que…

visite lojinha



Parte III

Coincidência… ou quase, mas a minha segunda vez com aquele meu primeiro menino aconteceu na semana entre o natal e o ano novo. Era para ter acontecido antes do natal, logo depois da primeira vez, como também era para eu ter escrito antes, mas uma série de coisinhas que nos impediram naqueles dias, e outras coisinhas me impediram agora.
Mas antes deixa eu contar o que aconteceu antes… quer dizer, outros lances que tivemos ainda antes do natal.

(…)

Depois daquela primeira vez rapidinha… rapidíssima, na verdade, fiquei com um certo nojo da meleca que ele havia despejado dentro de mim. Verdade é que cheguei a ficar olhando, no banheiro, para ver se saía alguma coisa, mas tudo o que saía… que dizer, tudo o que permanecia em mim eram algumas sensações diferentes; sensações diferentes no corpo, principalmente em certa parte do corpo, uma coisa meio estranha, que nem sei explicar, mas que, de verdade, verdade mesmo, era uma vontade de sentir aquilo novamente.
E para quem não entendeu, meu cuzinho parecia que estava pedindo para experimentar aquela invasão outra vez… e ia pedindo cada vez mais.
Outra sensação é que, mesmo menina ainda, mal saída das fraldas, como diziam minha mãe, avó, tias, eu me sentia diferente; diferente do que eu era há até poucos dias, e diferente das outras meninas, das minha primas, das colegas da rua, da turma da escola.
Eu já conhecia um menino!
Já sabia das coisas que os meninos fazem com a gente, que a gente faz com eles.
Conhecia nada, sabia nada!
Aquela entradinha rapidinha, aquela despejada rapidíssima só haviam me mostrado que eu podia fazer, mas não como eu podia fazer… como podia ser gostoso.
E o menino ficava me tentando, dizendo que podia, sim ser gostoso para nós dois, que isso, que aquilo… que fui ficando com vontade, mais vontade, muita vontade; tanta vontade que eu já nem ficava falando que não podia, que não queria… eu só ficava falando com ele onde, quando e como a gente podia fazer.
Mas era véspera de natal, era gente de tudo quanto é lado que vinha em casa, gente que a gente tinha de visitar, e nunca dava certo.
Só o que deu mais ou menos certo foi que meus mais foram visitar uma tia que mora noutra cidade, noutro estado. Era perto, mas era longe. Minha cidade fica no estado de São Paulo, a outra cidade fica no estado do Paraná. Acho que nem dá muitos quilômetros, mas construíram uma represa, submergiram a ponte e as duas cidades ficaram isoladas.
Minha mãe conta que em outros tempos uma amiga dela morava lá no Paraná e ia lecionar na nossa cidade, em São Paulo. Era estrada de terra, mas ela ia e voltava todos os dias. Mas agora, com tudo asfaltado, é preciso dar uma volta imensa, seguir para depois da barragem, até passar pela ponte, entrar no Paraná e depois praticamente voltar quase tudo, até chegar na cidade.
Talvez, de barco, fosse até mais rápido, mas meu pai não tinha barco e, sim, uma caminhonete que ele usava para transportar as coisas do sítio. E ainda que fosse proibido, é proibido, sempre adorei andar na carroceria da caminhonete. E adorei mais ainda quando falei de levar um certo menino junto e meus pais aceitaram.
Nem desconfiaram das minhas razões. Só falaram para ficarmos mais ou menos agachados, deitados, para que nenhum guarda nos visse.
Era tudo o que eu queria, tudo o que queríamos.
Claro que o menino não comeu a minha bunda ali na carroceria da caminhonete! Nem tinha como.
Mas foi a primeira vez que um menino passou a mão não minha xaninha, de mexeu nela todinha, que quase enfiou o dedo… E só não enfiou porque não deixei, fiquei com aquele medo bobo.
E não enfiou porque segurei a sua mão, num momento em que ele foi me agitando e fui ficando agitada, muito agitada, uma agitação fora do controle…
-Páááááára! – lembro que gemi.
Mas ele não parou, e nem eu, pois aquilo estava muito, mas muito para lá de gostoso e, como eu já disse… fora de controle.
– Isso é gozar? – perguntei pra ele, um pouco depois, com a voz mole, o corpo mole.
– Faz pra mim, agora. – ele pediu, sem responder à minha pergunta, e nem precisava responder.
E, se não me engano, e, mesmo que eu esteja enganada, pouco me importa, mas acho que foi quando estávamos passando pela ponte que liga os dois estados, ainda na viagem de ida, que peguei pela primeira vez um pinto.
O pinto do meu irmão menor quando eu dava banho nele não conta é claro… nem ficava duro, só me despertava algumas curiosidades, e nem despejava aquela nojeira que o menino me despejou.
Ô menino para despejar rápido!
Naquela época, naquele dia, eu nem sabia que não devia ser tão rápido assim, achava até que era normal, mas sabia, fiquei sabendo, que a nojeira era uma coisa branca, meio pegajosa… achei que era pegajosa.
– Você jogou isso dentro de mim? – perguntei, enquanto trava de limpar a mão num saco de estopa.
– Deixa eu jogar mais? – ele pediu.
– Deixo… mas quando? Só se for no dia em que eu for na casa da minha tia, lá no sítio…
– Eu vou junto.
– É…

(…)

Passamos quase todo o tempo da visita, sempre que podíamos, conversando e discutindo como que a gente ia fazer.
E pensávamos… eu pensava bastante, em fazer aquelas coisas novamente, na carroceria da caminhonete. Mas demos o azar de que na volta havia muitos guardas na estrada e meu pai achou melhor irmos os dois na cabine com eles… apertadinhos, sem poder passar a mão, pegar…
Só restava imaginar e esperar pela nossa ida à casa da minha tia, mas isso só seria depois do natal.

visite lojinha



 

Feijão – Parte IV – Visitando a casa da tia… a ida

Uma explicação:
As conversas que tive com aquele menino naquele dia, e em outros também, não foram assim tão abertas e declaradas… quer dizer, tudo foi dito por meio de indiretas, insinuações, meias palavras e, principalmente, por gestos e expressões. Mas se eu for contar todos esses detalhes, fico nove dias escrevendo… por isso vou escrever de forma bem direta, acho que fica melhor.

(…)

Naquela época eu tinha uma tia, irmã da minha mãe, que morava num sítio próximo a Iepê, minha cidadezinha natal. Ela andava muito doente, já não conseguia fazer o serviço da casa e nem cozinhar para o tio e os dois primos, os dois um pouco mais velhos que eu.
Eles, o tio e os primos, trabalhavam na roça e cuidavam de uma criação de porcos, faziam o que podiam pela tia, mas mesmo assim, minha mãe e outras tias sempre iam até lá ou, então, mandavam suas filhas para levar comida pronta, dar uma limpada na casa, e fazer outros serviços necessários. Eu ia todas as quartas-feiras, quase sempre sozinha ou na companhia de alguma outra prima ou primo.
– Se você me ajudar com os serviços da casa, depois, na volta, sobra tempo. – falei para o menino, na terça-feira daquela semana entre o natal e o ano novo.
Na quarta-feira, logo cedinho, ele já estava em casa, prontinho e ansiosíssimo para ir me ajudar na casa da tia.
Tá bom!
Claro que eu também estava ansiosa, mas tinha de conter ou, pelo menos, esconder o meu entusiasmo, para evitar que minha mãe percebesse e impedisse o menino de ir junto. Mas eu já tinha combinado com ele que, no caso de eu ir sozinha, ele me esperaria num certo local.
Mas minha mãe não falou nada e saímos juntos, já conversando sobre o que íamos fazer.
– A gente podia fazer na ida. – ele falou.
– Claro que não! Primeiro vamos levar comida e fazer os serviços para a tia. Depois a gente…
– Mas é que eu já vim preparado para fazer agora.
– Já veio preparado… como assim?
– É que eu já bati uma punheta… para me acalmar.
– Bateu punheta… que punheta?
– Punheta. Você não sabe o que é punheta?
– Não.
– Como não? É aquilo que eu fiz para você lá na caminhonete, e que você fez pra mim depois.
– Aquilo é punheta? Mas quem fez para você?
– Ninguém, oras. Eu mesmo é que fiz
– Você… você fez em você mesmo. Mas… que estranho!
– Estranho por quê? Vai me dizer que você nunca fez em você mesma?
– Nunca fiz mesmo. Nem sabia que… então é por isso… – parei de falar, lembrando das vezes que eu mexia na minha margaridinha , ou xaninha, e sentia umas coisas estranhas.
– Então é por isso o quê? – ele perguntou.
– Ah…! Não sei se é chato dizer, mas às vezes fico mexendo nela e sinto aquelas coisas…
– Que coisas?
– Coisas igual senti quando você fez pra mim lá na caminhonete.
– Mas, então… é claro que você já bateu punheta.
– Não bati não. Só mexi, senti aquelas coisas… mas aí me dava medo e eu parava.
– Medo?
– É. Eu não sabia o que ia acontecer… De verdade, eu nem sabia que a gente… que a gente consegue gozar assim, só mexendo.
– Claro que goza! E tanto goza quando alguém mexe na gente como também quando a gente mesmo mexe.
– Legal…! Mas me fala… se você vai… se você vai me comer, por que bateu punheta? Não é melhor gozar dentro de mim?
– Claro que é! Mil vezes. Mas deve ser um milhão de vezes mais gostoso ficar lá dentro bastante tempo, mexendo, comendo… não é?
– Não sei. Nunca fiz… quer dizer, só fiz rapidinho com você naquele dia. Mas por que você está falando que deve ser mais gostoso… você não sabe se é?
– Não. Só fiz aquele dia com você. E acho que foi por isso que fui muito rápido, estava nervoso…
– E dá para ficar bastante tempo?
– Dá… e é bem melhor, não é? Assim a gente brinca, eu mexo na sua xoxotinha, nos seus peitinhos…
– Nossa! Deve ser uma delícia.
– Então… vamos fazer agora.
– Vamos… quer dizer, não! Melhor fazer na volta. Vamos ver a tia primeiro, fazer o serviço… aí podemos ficar mais tempo.
– Pode ser. Mas, então, você vai ter de deixar duas vezes… uma que vai ser meio rapidinho, e outra que vai demorar mais.
– Aí você mexe nela… me bate uma punheta?
– Claro!
– Mas… é verdade mesmo que você nunca comeu alguém?
– Nunca.
– Nem menina e nem menino?
– Menino? Se tá doida, é? Mas por que você quer saber?
– Porque já várias vezes que a professora fala que quando a gente for transar é preciso usar camisinha… para não pegar doença. E é preciso usar também quando faz atrás, não é?
– Ela falou?
– Não. De usar atrás… e nem de fazer atrás ela falou.
– Mas se nem eu e nem você nunca fez com ninguém… acho que não tem perigo…
– Também acho. Vamos logo limpar a casa, vamos!
– Vamos. Depois, na volta, a gente para lá no bananal do Seu Tobias.
– Você trouxe aquela coisa branca?

(Continua)

 


 

Feijão – Parte V – Visitando a casa da tia… a volta

Coitada da minha tia! Estava cada dia mais doente. Estava tão ruim naquele dia que o tio e os primos nem foram para a roça ou para a criação de porcos. Os três estavam muito preocupados e tristes.
Mas o primo mais novo, além de preocupado e triste, estava também curioso, e me pegava pelos cantos da casa, enquanto eu dava uma ajeitada nas coisas, para perguntar se aquele menino era o meu namorado.
– Claro que não! Sou muito nova ainda para namorar. – eu dizia.
Mas acho que não convenci… quer dizer, ele não acreditava que não estivesse rolando alguma coisa entre eu e o menino.
Se ele soubesse…!
E o pior… ou melhor, é que ele ficou sabendo. Nem tudo ele ficou sabendo, mas…
Sabem aquela expressão “lembro como se fosse ontem”?
Pois eu me lembro muito bem daquele dia… do nosso caminho de volta; eu e o menino. Mas não é de todos os momentos que passamos naquele bananal que me lembro com tanta clareza, pois tantos outros momentos vieram, tantas outras vezes, que as lembranças acabaram se misturando, sobrepondo-se umas às outras.
A lembrança que não apaga, que não se mistura com as outras, no entanto, são dos momentos que antecederam o bananal… desde que saímos da casa da minha tia até chegarmos lá.
Não sei explicar, mas acredito que qualquer menina que tenha vivido momentos assim vai saber exatamente do que estou falando.
Quase sempre eu andava de vestido ou de saia, e ando ainda. Mas eu nunca havia me dado conta da sensação gostosa que é estar com tudo aberto lá por baixo… exposto ao vento, ao mundo.
Só a calcinha escondendo as minhas partes, impedindo um contato mais livre com a natureza. Na verdade, não era bem a natureza ou, mais verdade ainda, era um outro tipo de natureza.
Uma natureza que me causava uma vibração, um verdadeiro frenesi ou frisson, palavras que eu nem conhecia na época, mas bem sabia… quer dizer, descobri naquele dia, o que significavam.
Foi diferente, bem diferente, daquela primeira vez rapidinha, acho que, simplesmente, porque naquela primeira vez eu nem tive tempo de pensar, e nem sabia direito o que ia acontecer. Mas nessa outra vez eu já sabia mais ou menos o que ia acontecer, o que eu ia sentir… e, por isso, naquele longo caminho (parecia longo, não chegava nunca) até o bananal, eu sentia o vento nas minhas pernas, nas minhas coxas, na minha calcinha…
Coisa inexplicável.
Acho que uma parte da explicação pode ser, também, a descoberta de que eu podia fazer… uma espécie de liberdade, não sei.

(…)

Enfim, sós… quer dizer, enfim no bananal, lá no fundão, beirando o rio, sob a proteção maior dos galhos de uma árvore enorme que pendiam até quase o chão. Tivemos de mexer nos galhos para nos esconder junto ao tronco, assustamos uma rolinha que tinha um ninho ali… dois filhotes, coitados; ficaram um tempão esperando a volta da mãe ou do pai.
Mas quem ia se importar com as rolinhas?
Bom… na verdade, eu tinha uma rolinha para me importa, e não era uma simples rolinha, reparei, quando, de repente, ele já tinha arriado as calças.
– Nossa! Você enfiou tudo isso aí no meu…?
– No seu o quê?
– Você sabe.
– Mas fala… repete a pergunta.
– Pra quê. Você já sabe o que eu perguntei.
– Eu sei… mas repete… e fala até o fim.
– Tá bom…! Você enfiou tudo isso aí no meu cu?
– Fala de novo.
– Mas que coisa, menino!
– Fala… vai!
– Hum…! Você enfiou tudo isso aí no meu cu?
– Nossa! Que tesão ouvir você perguntar isso! Quase que eu gozo.
– Tô vendo. Tá durão. – falei, sem resistir a esticar o braço e encher a mão.
– Nãooooo…! – ele fez.
– Não o quê? – perguntei, já sentindo a meleca que ele despejava na minha mão.
Ele segurou a minha mão, me fez ficar parada, sem mexer, sem apertar… e fazia uma cara estranha… cara de quem acabou de gozar.
Fiquei ali, segurando aquele pinto, com vontade de mexer, apertar, mas ele ficou segurando a minha mão, evitando que eu mexesse, que deslizasse para frente e para trás.
E aquela sensação deliciosa lá por baixo, nas minhas partes, ficaram ainda maior. Acho até que eu estava a ponto de gozar também. E por isso, apertei o pinto dele, com força; isso ele não tinha como me impedir de fazer… quer dizer, tinha sim.
– Deixa eu por no seu cu. – ele pediu, fazendo-me tirar a mão.
– Precisa falar desse jeito? – perguntei, meio sério, meio rindo, também vibrando com aquelas palavras, enquanto dava alguns passos até a borda dos galhos da árvore, para limpar a mão numa moita de capim.
A rolinha, mãe ou pai, não sei, já estava por novamente por ali, rondando pelos galhos, com medo de chegar até o ninho.
A outra rolinha, rola, rolona, o menino já estava enchendo com aquela coisa branca, passando e alisando. Bem que eu queria alisar pra ele!
Mas ele queria era meu cu.
E eu queria dar o cu pra ele.
Que gostosas essas palavras!
Que delícia esses pensamentos!
Vibra tudo lá por baixo.
Dei os passos de volta, já baixando a calcinha. Minha vontade era tirar, mas só baixei… e fui virando de costas, de bunda, pra ele.
Simplesmente impossível descrever a minha vibração naquele momento. E já não era mais vibração apenas lá por baixo, era no corpo todo, na cabeça. Eu estava aérea, tive a impressão de ter visto a rolinha entrando no ninho.
A rola estava entrando no meu…
Não sei se foi ele quem me ajeitou, se foi eu mesma, se foi nós dois, mas sei, me lembro, que num certo momento, já logo em seguida, eu estava segurando a bunda com as duas mãos, abrindo, abrindo… e abrindo ainda mais, conforme eu curva o corpo para frente.
O menino atolou.
Mas antes de atolar veio aquele momento mágico. Eu já tinha percebido, já naquela primeira vez relâmpago, como é especial esse momento… o momento que passa, que entra a cabecinha. É uma coisa deliciosa! O cuzinho está ali, apertadinho, fechadinho, e de repente entra aquela coisa, aquela invasão…
Descobri, depois, que para os meninos esse é também um momento mágico… sentir a cabecinha do pinto passando pelo… pelo anelzinho, pelas preguinhas; palavras que fui aprendendo.
Mas quando digo que o menino atolou, na verdade, ele não tinha enfiado tudo… ainda não. Acho que foi até a metade do pinto, do pau, e ele já me agarrou pelas coxas e começou ir e vir, empurrar para dentro, puxar para trás…
Eu vibrava, vibrava, vibrava.
Vibrava e queria encostar a minha bunda nele… tinha de enfiar tudo.
Vibrava e sentia a minha margarida pegando fogo… juntei a sua mão, coloquei em cima.
– Aperta! Aperta! – pedia.
– Aperto… aperto… – ele falava, mexendo, correndo os dedos, e quando aumentava ainda mais o ritmo no meu cuzinho…
Cuzinho, cu… palavras deliciosas!
– Aperta… aperta a minha buceta!
Que coisa deliciosa é dar o cu!

(…)

Que coisa deliciosa é dar o cu, sentir o pinto deslizando lá dentro, aquela cócega deliciosa no anelzinho, aquela frescura ainda mais maravilhosa na… na bucetinha, o menino passando os dedos, esfregando, apertando…
Os minutos que se seguiram fugiram da minha memória, não saem do meu corpo… quer dizer, ainda sinto, como se fosse ontem, hoje, aquela vibração toda, aquele entra e sai, aqueles dedos, aquela frescura lá por baixo, por todo o meu corpo, mas não tenho a mínima ideia de como descrever tudo aquilo.
Acho que só mesmo um vídeo, se tivesse sido filmado, poderia mostrar detalhe por detalhe daquela agitação toda. Mas, ainda assim, o vídeo não mostraria as emoções, as vibrações, a frescura…
Por isso é que nunca vi graça alguma assistir vídeos pornôs… só fazendo é que a gente sente o real.
E naquele dia eu senti o real, o menino sentiu.
Ele descobriu, já adivinhava, o quanto é gostoso comer a bundinha de uma menina, mesmo uma menina como eu, na época, ainda sem aqueles contornos que hoje tenho.
E eu senti, perdi os receios, como é gostoso dar o cu.
Pronto!
Não preciso dizer mais nada.
Na verdade, preciso sim.
Foi tudo uma delícia, mas ainda me faltavam duas coisas, uma dependente da outra.
Estávamos no descanso, esperando recomeçar tudo novamente, quando senti, já sentia desde antes, aquela vontade louca de encostar minha bundinha nele, esfregar, me apertar contra ele. E então pedi.
– Enfia ele todinho.
Para encostar a bundinha nele, ele precisava enfiar tudo.
Mas não enfiou.
Estávamos nos preparando, eu estava, novamente abrindo a bunda com as duas mãos, dobrando o corpo e também as pernas, para dar e altura exata, ele estava agarrando as minhas coxas e se erguendo um tanto nas pontas dos pés… ia entrar tudo, mas…
A rolinha saiu do ninho num voo desesperado e sem rumo, quase trombando com a gente, ergui a cabeça, ergui o corpo, só vi folhas das bananeiras se mexendo.
Tirou, ergui a calcinha, baixei o vestido, ele ergueu as calças, saímos pelo lado contrário, nos perguntando que seria a pessoa que estava ali a nos olhar, e por quanto tempo nos olhava. Seria o Senhor Tobias, ou algum filho dele?
– Nem fizemos direito. – o menino falou, bem depois, já longe do bananal.
– Fizemos, sim. Eu gostei.
– Eu também gostei, mas acho que a gente tinha de fazer mais.
– Bom… isso eu também acho. Eu queria tanto sentir ele todinho.
– Mas ainda pode sentir.
– Eu sei. Mas hoje não… vamos ver outro dia.
Bem que eu queria, bem que eu ainda sentia frescura bastante para fazer mais naquele mesmo dia, mas precisava chegar em casa, não deixar minha mãe desconfiada…

(Continua)


Feijão – Parte VI – E então descobri o que é o feijão

(Em breve)



Leia mais sobre sexo anal       visite lojinha



Um comentário sobre “Feijão

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s