Rua dos Meninos… mais uma carcada deliciosa – Parte I

Anônima (1999) – São Paulo – SP

Já fazia um bom tempo que eu não visitava a Rua dos Meninos, ou porque não tinha tempo, ou porque era época de provas e eu precisava estudar, ou porque não sobrava dinheiro. Eles cobram meio caro.
Tem os mais barateiros, mas não vale a pena; alguns são novos no serviço e não conseguem segurar pelo tempo necessário, outros já estão passados e… melhor nem comentar.
Mas o caso, o meu caso, é que o longo tempo sem levar uma carcada, por todos esses motivos que falei ou ainda por outros, já estavam… Já estavam, não… já havia mesmo me deixado necessitada, fissurada com a ideia e a vontade, o desejo, o tudo.
A verdade é que, mais do que o dinheiro, para mim a maior dificuldade sempre foi arrumar um tempo, pois que, além da escola, tenho de olhar os dois filhos da vizinha, para defender uns trocados.
Por isso, naquela semana, quando o casal anunciou que iam viajar, fiquei acesíssima e mal pude esperar… para torrar os meus trocados.
E então, naquela sexta-feira, fui para a escola bem preparada; dinheiro na bolsa e saia… fácil de levantar, sem contar os preparativos que já vinha fazendo durante toda a semana, para estar em condições físicas ideais.
Quem costuma ir na Rua dos Meninos sabe do que estou falando.
Dizem que o melhor da festa é esperar por ela, mas não sei até que ponto isso é uma verdade, pois no meu caso a espera foi uma verdadeira tortura, tanto que durante todas as aulas eu não consegui prestar atenção em nada, ficava o tempo todo me remexendo na carteira, só imaginando o momento. Ainda bem que já estava com as notas fechadas.
Mas, para o meu desespero, quase que não deu nada certo, pois algumas meninas me convidaram para sair, passear no shopping, tomar sorvete… Tive de mentir, dizendo que tinha as crianças pra olhar, e tive também de enrolar e disfarçar, esperar que se fossem.
Não havia problema algum eu falar onde ia, pois quase todas que conheço vão lá também. Mas o chato é que elas iriam querer ir junto, ficar assistindo… não gosto de plateia. E tinham também aquelas que depois ficam fofocando, contando para os meninos da escola.
Melhor mesmo era eu ir só, escondida de todas. Por isso tive de esperar que todas se fossem, para que, então, eu pudesse saír apressada, mas ainda com cuidado, em direção à Rua dos Meninos, que fica a poucas quadras da escola.
Bom… na verdade, a pouca distância da escola fica o lado pobre e barato da Rua dos Meninos, aquele dos novatos e inexperientes, dos que já deram o que tinham de dar. O lado bom mesmo, aquele que levava todo o meu ganho extra com a “cuidagem” das crianças, fica mais afastado, mais na parte central do bairro onde tem a Ruas dos Meninos.
Por isso, tive de caminhar várias quadras, cada vez mais ansiosa e fissurada e, cenas tristes, passar por todos aqueles meninos, muitos mesmos, todos eles sabendo para onde eu ia, o que eu queria, e todos eles se sentindo rejeitados, conforme se ofereciam, falavam o preço, davam desconto, e eu seguia em frente, sem querer nenhum deles.
Meu único consolo é que, com certeza, eles também tinham suas freguesas; meninas que não podiam pagar muito, meninas feias, gordas… Triste isso, mas fazer o quê?
Mas, de rejeição em rejeição, cheguei ao ponto nobre da Ruas dos Meninos. Apesar de haver vários meninos na rua e de eu poder escolher, como já tinha feito das outras vezes, cheguei logo no primeiro, o que estava mais próximo. Fiz sinal de que estava querendo seu serviço e ele logo foi para o meu lado.
– É o mesmo preço ainda? – perguntei.
– Em pé ou deitada? – ele respondeu perguntando.
– Em pé, em pé! Gosto mais. – respondi, apressada.
– Então é $tanto.
– Tudo isso? Aumentou, então?
– É… Sei que é meio caro, mas agora eu tenho um carcadouro especial, mandei fazer…
– Carcadouro especial…? E eu é que tenho de pagar por isso? Mas tá bom, eu tenho o dinheiro. Só que vamos logo que não posso ser vista aqui.
– Por que? Você tem namorado?
– Não te interessa. – falei, mais brincando do que sério, enquanto já o acompanhava por uma rua transversal e depois por algumas vielas… quer dizer, uma rua mais estreita, onde não passava carro, mas tudo muito bem arrumadinho, limpinho, florido, bem diferente das ruas da parte mais pobre. Naquela ruazinha havia, inclusive, crianças brincando e gente pelas janelas o que me fez baixar a cabeça e continuar atrás dele, até que ele abriu uma porta que dava para a rua e entramos.
– Estamos sozinhos? – perguntei, depois de ter observado que ali não era uma casa residencial, mas, sim, alguns cômodos preparados para outras finalidades; uma sala minúscula, algo parecido com uma cozinha, aos fundos, um quarto também pequeno à direita, e um banheiro com duas portas, uma para a sala e outra para o quarto. Não usei o banheiro, mas sabia, por outros ambientes destinados à finalidade para a qual eu estava ali, que quem entrasse no banheiro por um lado trancava o outro, para evitar surpresas. Pode parecer um cuidado bobo, mas pensar que às vezes pode ter clientes ou colegas e acompanhantes de clientes aguardando na salinha enquanto ele faz o serviço no quartinho, as duas portas fazem sentido.
E não estávamos sozinhos ali. Descobri, quando ele respondeu à pergunta que eu havia feito.
– Minha irmã está lá nos fundos. Mas ela não vem atrapalhar. Mas se você quiser deitada, podemos trancar a porta do quarto… faço pelo mesmo preço e…
– Não! – falei. – Quero em pé mesmo. Não é pelo preço… é que gosto mais.
– Mesmo? Então o carcadouro vai ser ideal pra você. – ele disse, pegando a minha bolsa e meus livros e colocando sobre um móvel.
Logo depois me mostrou o carcadouro, que ficava na própria sala, já que no quarto minúsculo só cabia mesmo uma cama de solteiro.
Vou tentar explicar.
O carcadouro parecia um armário médio, quer dizer, cerca de um metro e meio de largura, um pouco mais, por uns setenta, oitenta centímetros de profundidade. Por isso não pode ser instalado no quarto e isolado com uma porta. Para a privacidade havia apenas uma cortina de pano.
Dentro daquele vão do carcadouro, de um lado havia uma prateleira almofadada, com uma gaveta, que ficava na altura de uma cômoda. Ao chão, abaixo da prateleira, havia um banquinho, também almofadado, de largura igual à profundidade daquele mini ambiente; era para a menina se ajoelhar, se quisesse, e me ajoelhei em certos momentos. No lado oposto havia outro banquinho igual, que no início não entendi a sua utilidade, mas quando entendi…
Toda a lateral onde havia a prateleira/cômoda era coberta com um espelho… um senhor detalhe esse.
– É aqui o seu tronco, garota. É aqui que você vai ser castigada. – ele falou, me empurrando gentilmente para aquele armário diferente e me colocando de frente para o lado da prateleira. Na verdade, acho que fui eu mesma que me coloquei, instintivamente, naquela posição.
Ele estava de bermuda e camiseta e num instante ficou peladão. Nem olhei, a não ser pelo espelho, mas sem ver tudo… o principal.
– Não quer tirar a roupa também? – ele perguntou.
– Não. Gosto assim. – falei. – E não dá para fechar essa cortina?
– Nem precisa, mas vou fechar. – ele disse, puxando o tecido para, logo em seguida, me envolver num abraço por trás e começar a mexer nos meus peitos, levantando a minha camiseta, descobrindo-os.
– Não quero amassos. – falei.
– É só para te excitar um pouco. – ele disse.
– Então excita no lugar certo. – falei, erguendo a saia e deixando a calcinha para ele baixar. Não sei por que, mas adoro esse ritual… ele baixando a minha calcinha.
– Está certo. Você é quem manda. Deixa eu pegar uma coisinha na gaveta. – ele disse, abrindo a gavetinha da estante cômoda e pegando algumas coisas que não pude ver o que era, mas imaginei… Só que não imaginei tudo; havia novidades.
No momento seguinte ele começou o ritual de baixar minha calcinha, primeiro apenas puxando para o lado para então encostar algo em mim… Meus olhos não podiam ver, mas minhas nádegas me diziam que aquele algo era bem volumoso…
Satisfação total?
– Você me deixa bem derrubada? Eu até pago a mais, mas quero ficar bem derrubada. – falei, enquanto me esfregava nele… naquilo nele.
– Então a menina quer uma carcada daquelas…! – ele falou, dando um puxão na minha calcinha.
– Quero! Quero bastante. Tô precisando.
– Então está diante do carcador certo.
– Convencido.
– Depois você me fala se sou convencido.
(Continua)

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