Histórias da Vaninha nº 71 – A curra e a vingança da noiva

Essa foi uma das histórias mais folclóricas que já vivi… e digo folclórica, porque expõe certas verdades que ninguém quer acreditar… principalmente os homens, pobres inocentes.
Tudo começou quando fui chamada para uma programa e não teve programa. Foi numa casa transformada em escritório, bem ali pros lados da estação Paraíso do metrô.
Era um rapaz ainda moço, por volta dos 25 anos, e estranhei que ele precisasse dos meus serviços, pois era muito bonito, sexy, e tinha uma boa conversa, além de dinheiro e um carrão no estacionamento da casa… quer dizer, devia chover pererecas na horta dele.
Mas ele não precisava mesmo. Fiquei pouco mais de meia hora e só conversamos, combinamos preços, e também os detalhes, muitos detalhes. Em poucas palavras ele me explicou o queria.
– Vou casar e quero dar uma despedida de solteiro, só rapazes, numa festa aqui mesmo, na minha empresa.
– Sei. E onde eu entro nessa festa?
– Você não entra… você sai.
– Anh!?
– Sabe aquela brincadeira do bolo gigante, de onde sai alguém, tipo um papai noel…?
– Entendi. Mas vou sair de papai noel numa festa de despedida de solteiro?
– Claro que não… sua burrinha! É para sair com uma roupa de streaper e…
– Tô sabendo, não é? Só brinquei. E burrinha é a digníssima senhora… quero tanto.
– Ainda bem que não completou. Se colocasse a minha mãe no meio…
– Mas colocar a mãe no meio não é problema… o problema é colocar no meio da mãe.
– Boa essa! Mas vamos falar sério, tratar dos negócios. Eu pago a quantia que você pediu, você vem no bolo e…
– Parou! Eu faço programas, posso até fazer streap, posso dançar, mas bolo eu não sei fazer nem de fubá… e também não sou marceneira, não tenho como…
– Tá certo! Tá certo!
Ele se encarregou, então, de arranjar a caixa do bolo e o bolo, meu trabalho era só chegar por ali antes dos convidados e aguardar, escondida, numa das salas, até chegar a hora de entrar no bolo e me arrastarem para o ambiente da festa.
Aproveitei o adiantamento (e que adiantamento!) para comprar um conjunto de lingerie bem sexy e apropriada, e no dia da festa, um sábado à tarde, eu estava pronta para fazer a surpresa para a rapaziada.
Só não imaginava que a surpreendida seria eu.
Escondida na sala, eu via a festa começar e a coisa animar, conforme a rapaziada bebia e se soltava. Eram uns quinze rapazes, pelo que contei, alguns bem novinhos e outros já bem passados.
Eles não tinham ideia do que estava para acontecer, até que o noivo anunciou o bolo. Escondi-me dentro e logo fui levada para a sala, até que, conforme o combinado, apareci de dentro do bolo, para alegria geral.
Foi uma algazarra só. Me tiraram do bolo, me puxaram pela sala, me passaram a mão, me agarraram por trás, como se estivessem me comendo… e quando vi, já estavam mesmo me comendo ou, pelo menos, tentando.
Parei tudo e protestei com o noivo, quando vi que a maioria deles já estava com seus paus de fora, e alguns já tinham até me encoxado.
– O combinado foi eu aparecer e fazer um streap tease. – falei para o rapaz.
– Mas você não fez o streap ainda.
– Pois é! Já está todo mundo querendo me comer… e não combinamos isso, não vim para transar.
Eu não tinha mesmo pensado em transar, nem fazer outras coisas… não estava no trato que fiz com o noivo… mas como sair daquela situação, com todos eles me agarrando, me tirando a roupa, me fazendo pegar seus paus, e gritando:
– Transa, transa, transa…!
– Eu transo… mas quero o dobro do valor combinado. – falei para o noivo.
– Eu é que não vou pagar mais. Cobra deles aí! – ele falou.
– Eu pago, eu pago… quanto é? – falou e perguntou um deles, no que foi logo seguido por outro mais, por todos eles.
– Eu quero uma transa!
– Eu quero só um boquete!
– Eu quero a bunda!
Sem escapatória, logo comecei a colocar preço:
– Transa é tanto, boquete é tanto, atrás é duas vezes tanto… e eu não tenho camisinha pra todo mundo, vão ter de arranjar.
Não sei de onde, mas apareceram com uma caixa de camisinhas, e nunca transei tanto como naquele dia, nunca peguei tanto pau, nunca chupei… nunca levei atrás…
Era em pé, de frente, por trás, sobre a mesa, sofá, cadeira, na copa, banheiro, dando pra um e chupando outro, segurando o pau do outro, dos outros.
Foi uma verdadeira curra.
Terminei o dia em pandarecos. Com a bolsa cheia de dinheiro, mas em pandarecos.
E sequer comi um pedacinho daquele bolo.

(…)

Mas a história não terminou aí.
Já na semana seguinte fui procurada por uma moça que queria saber de todos os detalhes daquela festa. Não sei como ela descobriu sobre o bolo e menos ainda como me descobriu, mas ela queria saber se o noivo também tinha participado do prato principal.
– Nem sei, moça. Acho que todo mundo ali me comeu e…
– E ele também, não é?
Não tive como negar.
E também não tive como me negar ao seu pedido, diante da oferta em dinheiro que ela me fez.
– Você me arruma uns quatro ou cinco garotos de programas, marca com todos eles num motel… Se arranjar mais, tudo bem, eu pago. Vou fazer uma despedida de solteira com você e eles, o que achas?
O que achei foi que tive de alugar uma van para levar todo mundo… eu e mais seis. ela foi com o próprio carro, transou com todos eles, fez tudo o que tinha direito e também o que não tinha… até me chupou. E no final me agradeceu, dizendo que agora podia se casar… vingada.

 

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