A queridinha da vez

a queridinha da vezSentada à minha escrivaninha, fazendo o meu trabalho, atendo ao interfone logo no primeiro toque. Sei quem é.
Dou um tempo, como numa espécie de disfarce, mas de pouco adianta, alguns pares de olhos, em meio a tanto outros na mesma sala, deviam suas atenções para mim.
São olhos que me veem levantar e caminhar carregando uma pasta na direção da sala do diretor. Alguns olhares são de dúvida, incerteza, outros são de frustração, e até um pouco de ódio, talvez.
O homem sai da sua cadeira, atrás de uma enorme mesa, na qual deposito a pasta, enquanto trocamos uma espécie de sorriso um tanto enigmático, e poucas palavras.
– Que bom que a senhora veio. – foi, na verdade, a única frase ouvida naquela rica sala nos minutos que se seguiram.
Livre da pasta… vazia, dirijo-me quase que automaticamente ao banheiro privativo. Ele vem logo atrás, toma o cuidado de fechar a porta, mesmo sabendo que ninguém adentra a sua sala sem ser anunciado.
Quase que automaticamente, também, coloco-me agachada aos seus pés, passo uma das mãos sobre o volume formado dentro da sua calça, e aperto, massageio, sentido toda a rigidez de um homem de meia idade e um membro um tanto acima da média.
Ele me olha lá de cima, quer o meu olhar, que devolvo com um sorrisinho tipo: vou te dar o prazer que você quer.
Abro a sua calça, aquilo salta diante dos meus olhos, penso em começar devagarinho, leves passadas preliminares de língua, depois uma massagem com as duas mãos, exatamente como adoro fazer para o homem que amo.
Mas pulo as preliminares. O muito que consigo fazer e olhar nos olhos dele, lá em cima, enquanto envolvo o corpo do seu pênis com uma mão, e a cabecinha com a boca.
Quanto menos tempo demorar, menor será a traição ao meu homem amado. É o que eu penso naquele momento, enquanto chupo e masturbo o homem com uma avidez falsa.
Gosto de chupar, adoro. Chupo com avidez sincera, sempre, desde que seja o meu pênis amado. O senhor Douglas, o diretor, também dá gosto chupar, mas não é a mesma coisa. Por isso eu digo, e acredito piamente, que aquela avidez que demonstro ao envolver o seu pau é falsa. Ele não sabe, mas é falsa. É o que eu acredito.
Mas o homem é demorado. Me concentro na cabecinha para terminar logo, mas ele me interrompe, me faz correr a língua e os lábios por toda a extensão do seu mastro; nessas alturas, um verdadeiro mastro. Às vezes me quer nas suas bolas.
Tudo isso, para esfriar um pouco, retardar o gozo.
Volto, assim que posso, à cabecinha, molho com saliva para excitar mais, e mamo… verdadeira mamada, para arrancar dele alguns gemidos de satisfação, sinal de que o jorro já está por vir.
Nesse momento ele quer mais ainda o meu olhar, e apenas a minha mão, numa masturbação frenética, cada vez mais frenética.
– Aperta! Mais rápido… aperta.
A boca aberta como a de um filhote de passarinho esperando por comida.
Perdão, amor… perdão!
– Mais rápido… aperta…
Perdão, marido! Perdão marido!
Sou inundada.
O primeiro esguicho vai direto na garganta e nem consigo trazer de volta para juntar ao restante… muito restante, que meleca cada cantinho da minha boca, a língua, os dentes…. e até fora da boca, no nariz, nos olhos.
Já gozou. Bem que podia encerrar. Mas é, então, quando começa a parte que mais me faz pedir perdão, perdão e perdão… é quando ele quer que, ainda olhando fixamente nos seus olhos, eu fique brincando com aquela merda, verdadeira, soltando tudo sobre a cabecinha, recolhendo novamente, mostrando nos lábios em biquinho…
Não é nojento, gosto dessa brincadeira, mas gosto de verdade quando é com ele… aquele que, em casa, no final do dia, irá receber um presente, uma lembrança qualquer, um litro de uísque… presentes semanais, às vezes mais de um por semana, mas que ele, o meu amado marido, não sabe, nem desconfia, e espero que nunca venha sequer desconfiar, são presentes de arrependimento, o mais puro arrependimento.
Mas antes, consigo levantar o corpo, com os joelhos já doendo, dirijo-me ao lavabo, me lavo até eliminar qualquer sinal do meu ato, e só depois, deixando o homem lá, prostrado contra a parede, ganho a sala, retomo a pasta, e caminho de volta à minha mesa de trabalho.
Mil pares de olhares estão voltados para mim, como holofotes.
Olhares de quem desconfia.
Olhares de quem tem quase certeza.
Olhares de quem sabe muito bem o que acabou de acontecer, mulheres que já foram a queridinha da vez.



O livro erótico que você estava esperando

ebook com 16 histórias mais que excitantes

quinze tons mais que eroticos

Adquira pelo Pagseguro

Preço especial de lançamento

R$ 24,99

contosdahora@bol.com.br

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s